Na madrugada de 26 de setembro, o sistema de alerta da União Soviética disparou um alarme crítico. Os satélites indicavam que mísseis balísticos intercontinentais dos EUA haviam sido lançados em direção à URSS.
O protocolo era claro e brutal. Petrov, que estava de plantão no centro de comando, tinha a obrigação de reportar o ataque imediatamente à cúpula militar soviética, que, sem dúvida, ordenaria um contra-ataque nuclear total.
No entanto, Petrov hesitou. Ele raciocinou que um primeiro ataque americano viria provavelmente com uma saraivada massiva de mísseis, e não somente alguns. Além disso, confiou em seu “instinto humano” e desconfiou de uma falha no novo e não totalmente confiável sistema de satélites.
Ele desobedeceu o protocolo e decidiu não fazer a chamada que iniciaria uma retaliação.
Ao classificar o alarme como uma falsa ocorrência, Petrov ganhou cerca de 10 minutos. Tempo suficiente para confirmar que, de fato, os satélites haviam confundido a rara reflexão da luz solar nas nuvens com o lançamento de foguetes. Ele estava certo.