Uma das figuras mais polêmicas dos bastidores da TV, o criador da dupla de palhaços Patati Patatá, Rinaldi Faria, que foi alçado ao posto de superintendente artístico e de programação do SBT, foi desligado da emissora no fim dessa terça (18). A demissão foi celebrada por boa parte dos funcionários do canal.
Durante os meses em que foi braço direito de Daniela Beyruti, Rinaldi causou a ira dos colegas de trabalho com suas interferências constantes em diversas áreas (de orçamento a horários de exibição de programas). Muitos empregados do SBT o culpavam pelo agravamento da crise de audiência que o SBT enfrenta.
Entre tantas suposições e justificativas sobre o que realmente motivou a saída de Rinaldi, um fato é certo: ao longo tempo em que concentrou o poder, o homem por trás de Patati Patatá mostrou que, como executivo de TV, ele é um ótimo guardião da memória dos tempos áureos do SBT. Nada do que ele implementou era original. Tudo era baseado em sucessos antigos da emissora e nenhuma das apostas bancadas por Rinaldi, como a volta do “Bom dia e Cia” e do “Aqui Agora”, e exibição de novelas mexicanas no horário nobre, surtiu efeito.