Home Entretenimento“O Monstro em Mim” está no top 10 da Netflix desde a estreia

“O Monstro em Mim” está no top 10 da Netflix desde a estreia

por edineymartinstorres

O que faz com que “O Monstro em Mim” seja uma produção tão imperdível é a interpretação visceral de seus protagonistas, que estabelecem um jogo cênico hipnotizante. Claro que isso só é possível porque o criador, Gabe Rotter, que foi roteirista e produtor de “Arquivo X”, soube delinear personagens multifacetados e contraditórios. Claire Danes e Matthew Rhys dominam a cena com maestria.

Aggie é vulnerável, mas não é fraca. Ela está confusa e um tanto paranoica pelo luto que vive pela morte do filho, porém conserva a inteligência e ainda possui lampejos de perspicácia. Já Niles não se encaixa no estereótipo de psicopata que costumamos a ver no audiovisual. Ele não tem a frieza absoluta de Hannibal Lecter, nem o charme e o carisma de Ted Bundy. Niles é um tipo quase esquisito e que chama a atenção pela petulância e pela autoconfiança típica de quem nasceu em berço privilegiado. Ele é esperto o suficiente para ser uma fera nos negócios, mas é estúpido o bastante para não contornar o desejo de validação externa, o que o expõe a riscos desnecessários.

Matthew Rhys em cena na minissérie "O Monstro em Mim", da Netflix
Matthew Rhys em cena na minissérie “O Monstro em Mim”, da Netflix Imagem: Chris Saunders/Chris Saunders/Netflix © 2024

Em lados opostos e com interesses conflitantes, Aggie e Niles desenvolvem uma relação quase autodestrutiva em que, em algumas situações, eles se reconhecem um no outro mais do que gostariam de admitir. A dinâmica tensa entre os protagonistas é o fio condutor de uma história asfixiante, recheada de reviravoltas em que cada cena tem uma razão de ser.

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