Na história, uma perna cabeluda ataca pessoas com chutes e rasteiras. A criatura assombraria as ruas da cidade, principalmente à noite.
Uma pessoa fora agredida, levara três pernadas no pescoço, uma na barriga; sangrando, fora socorrida por populares e estava, agora, no Hospital da Restauração. Trecho do romance policial publicado em 1º de fevereiro de 1976
Na época, existia uma forte censura aos jornais imposta pela ditadura militar e, com o espaço limitado para notícias, o jornal aproveitou para divulgar ainda mais a perna cabeluda. “Como as pessoas não podiam falar em política ou movimentos sociais, era mais fácil trabalhar com o imaginário”, explicou Raimundo.
A perna representava socialmente as mentes conservadoras querendo punir os mais jovens. Foi a época em que os movimentos de contracultura invadiram o país. Havia todos aqueles cabeludos, roqueiros e mocinhas de minissaia. Raimundo Carrero para a revista Piauí