A tese da VanEck sobre criptomoedas permanece dividida no curto prazo para o Bitcoin e o mercado cripto em geral, enquanto emite um claro sinal de apetite ao risco para ativos tradicionais, como ações de inteligência artificial e ouro.
Em nota divulgada nesta terça-feira (13), a gestora de ativos americana destacou que a longa alta do Bitcoin rompeu seu ciclo tradicional de quatro anos, complicando os sinais de curto prazo e sustentando uma “perspectiva de curto prazo mais cautelosa nos próximos três a seis meses” para o setor cripto.
O Bitcoin está sendo negociado perto de US$ 92.000, com alta de 1,5% no dia e queda de cerca de 1,9% na última semana, de acordo com dados do CoinGecko.
“A ideia de um ciclo limpo de quatro anos para o Bitcoin claramente ruiu”, disse Rachel Lin, CEO da SynFutures, ao Decrypt. “A participação institucional, os ETFs e os fluxos impulsionados por fatores macroeconômicos agora importam mais do que as narrativas sobre o halving.”
No entanto, a visão cautelosa da VanEck não é unânime.
O chefe de pesquisa de ativos digitais da empresa, Matthew Sigel, e o gestor de portfólio David Schassler são apontados como estando “mais otimistas em relação ao ciclo imediato”, o que evidencia um debate interno.
“Os investidores estão ajustando seu posicionamento, aumentando as alocações para Bitcoin e derivativos como parte de estratégias de portfólio mais amplas, em vez de se concentrarem apenas em picos e vales cíclicos”, disse Gracy Chen, CEO da Bitget.
Essa divergência no mercado de criptomoedas contrasta com a postura mais otimista da empresa em relação a outros ativos de risco, que ela atribui a uma rara “clareza em torno da política fiscal, da direção monetária e dos principais temas de investimento”.
Sinal verde para os mercados tradicionais
As ações relacionadas à IA parecem “mais atraentes hoje” do que em seus picos de outubro, após uma correção recente, afirmou a publicação da VanEck.
Da mesma forma, a empresa vê o ouro ressurgindo como uma “moeda global líder”, impulsionado pela demanda dos bancos centrais. Embora reconheça que o ouro parece tecnicamente “um tanto sobrevalorizado”, a VanEck vê as correções como uma “boa oportunidade” para aumentar a exposição.
“O ouro continua sendo uma alocação construtiva… mais voltada para a estabilidade e preservação de capital do que para uma valorização extraordinária neste momento”, disse Lin.
Chen concordou que o ouro serve como um “estabilizador de portfólio”, mas observou que os retornos provavelmente “favorecerão os investidores que gerenciam a exposição de forma dinâmica”. O ouro está sendo negociado atualmente em torno de US$ 4.615, próximo de sua máxima histórica.
A análise surge em meio a uma crescente incerteza política, incluindo um processo do Departamento de Justiça contra o presidente do Fed, Jerome Powell, que questiona a independência do banco central — um fator que pode remodelar o próprio cenário descrito pela VanEck.
“Se a independência do Fed for seriamente questionada, isso poderá acelerar a diversificação em ativos não soberanos”, disse Lin. Nesse cenário, o Bitcoin, em particular, “tem a ganhar juntamente com o ouro”, potencialmente redefinindo seu status como proteção monetária.
* Traduzido e editado com autorização do Decrypt.
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