Michael Burry, o investidor conhecido por prever a crise financeira de 2008, afirmou que a queda do Bitcoin pode ser o fator que está levando para baixo o ouro e a prata. O analista, que inspirou o filme “Big Short” (“A Grande Aposta”, no Brasil), fez o diagnóstico em uma publicação no Substack na segunda-feira (2).
A tese de Burry é que os investidores institucionais tiveram que vender ativos para cobrir suas perdas com o Bitcoin e que contratos futuros tokenizados de ouro e a prata foram eleitos em grande medida para serem liquidados.
“Parece que até US$ 1 bilhão em metais preciosos foi liquidado no final do mês como resultado da queda dos preços das criptos”, escreveu Burry, referindo-se às recentes quedas do ouro e da prata.
O investidor se mostrou pessimista com a criptomoeda e disse na análise que “não há nenhum motivo de uso orgânico que faça o Bitcoin desacelerar ou interromper sua queda”. Burry argumenta que o BTC fracassou em sua proposta de ser um porto seguro digital e uma alternativa ao ouro.
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O preço de US$ 50 mil é apontado por Burry como de especial atenção. Na visão dele, nessa faixa empresas de mineração poderiam enfrentar falência, e o mercado de futuros tokenizados de metais poderia “colapsar em um buraco negro sem compradores”.
Segundo Burry, não significa nada o fato de ter muito Bitcoin na mão de empresas de tesouraria do ativo, como a Strategy, ou em balanços de companhias. “Não há nada permanente nos ativos de tesouraria”, disse.
O Bitcoin segue em queda nesta quarta-feira (4), após chegar a bater em US$ 73 mil na tarde de ontem e se recuperar um pouco, sendo negociado a US$ 76.080 nesta manhã, uma queda de 2,8% no acumulado de 24 horas.
Histórico do Bitcoin
Não é novidade que Michael Burry é um grande crítico do Bitcoin, mas nem todos pensam como ele.
O histórico do Bitcoin tanbém ajuda a entender que momentos de queda são naturais. Desde sua criação, a criptomoeda já passou por diversos ciclos de alta e queda, muitos deles mais intensos do que o observado agora. No bear market de 2018, por exemplo, o BTC caiu cerca de 84%, saindo de quase US$ 20 mil para a região de US$ 3.200. Já no ciclo de baixa mais recente, em 2022, a queda foi próxima de 77%, com o preço recuando de US$ 69 mil para cerca de US$ 15.500.
Apesar desses movimentos extremos, o padrão histórico do Bitcoin mostra recuperação consistente ao longo do tempo. Após o fundo de 2018, o Bitcoin avançou mais de 2.000% até atingir novas máximas históricas em 2021. Depois da mínima de 2022, o ativo voltou a se valorizar de forma expressiva, superando novamente os US$ 100 mil em 2025. Em termos acumulados, mesmo após a queda atual, o Bitcoin ainda registra alta superior a 300% nos últimos cinco anos.
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Indicadores de longo prazo reforçam essa leitura. Dados históricos mostram que o retorno médio anual do Bitcoin desde 2013 supera 60%, apesar da elevada volatilidade. Além disso, análises por janelas de quatro anos indicam que praticamente todos os investidores que mantiveram BTC por esse intervalo tiveram retorno positivo, independentemente do ponto de entrada.
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