Home CriptomoedasBTC cai 6% e atinge US$ 71 mil após onda de vendas

BTC cai 6% e atinge US$ 71 mil após onda de vendas

por edineymartinstorres

O Bitcoin ampliou as perdas na noite de quarta-feira (4) e atingiu uma mínima diária de US$ 70,1 mil, à medida que a pressão de venda retornou e as liquidações aumentaram nos mercados de derivativos, reacendendo preocupações dos investidores sobre o estresse contínuo.

A criptomoeda é negociada a US$ 71.361 na manhã desta quinta-feira (5), acumulando perdas de 6,3% nas últimas 24 horas. Em reais, a cotação do BTC fica por volta de R$ 375.604, segundo dados do Portal do Bitcoin.

Neste ritmo, o BTC abre uma distância de 43% da sua máxima histórica de US$ 126 mil registrada em 6 de outubro.

Enquanto o Bitcoin chegou a cair brevemente para US$ 70 mil pela primeira vez desde novembro de 2024, a retração é um “comportamento comum” para o ativo digital, afirmou John Haar, diretor-gerente da empresa de serviços financeiros Swan Bitcoin, ao Decrypt.

“Faz menos de quatro meses que o Bitcoin atingiu uma nova máxima histórica de US$ 126.000”, disse Haar. “Nada mudou na tese de investimento de longo prazo do Bitcoin.”

Segundo Haar, a venda mais ampla é atribuída a fatores macroeconômicos, incluindo a indicação de Kevin Warsh para a presidência do Federal Reserve pelo presidente dos EUA Donald Trump, o impacto da saída de traders alavancados e as tensões geopolíticas.

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As liquidações totais de criptomoedas nas últimas 24 horas ultrapassaram US$ 654 milhões, com o Bitcoin respondendo por 41% desse valor, ou US$ 272 milhões, de acordo com dados do CoinGlass.

A pressão de venda parece ser “impulsionada principalmente por holders de longo prazo reduzindo exposição”, afirmou Georgii Verbitskii, fundador do aplicativo de investimentos em cripto TYMIO.

“Uma das principais narrativas do Bitcoin — a de que ele protege de forma confiável contra a inflação fiduciária — está sendo questionada no curto prazo”, disse Verbitskii. “Enquanto o ouro e outros metais continuam subindo, o Bitcoin seguiu na direção oposta, e essa divergência é relevante.”

Isso levou holders de longo prazo do Bitcoin a reavaliarem suas posições, segundo ele. “Isso não significa que a tese de longo prazo foi quebrada, mas sugere que a confiança na narrativa de proteção contra a inflação enfraqueceu por ora.”

Ainda assim, a tendência de baixa “deixa espaço para mais quedas”, observou.

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“Se essa onda corretiva continuar, não se pode descartar um movimento em direção à região dos US$ 60.000. Esse cenário faria deste ano uma repetição de fases de ajuste como 2018 ou 2022, em vez de uma continuação de uma forte tendência de alta”, afirmou.

Paciência macroeconômica

Analistas dizem que a reação mais ampla do mercado permanece sob pressão enquanto a alavancagem é reduzida e os fluxos de ETFs seguem irregulares, com expectativa de que consolidação e alguma dose de paciência serão necessárias antes que os riscos de queda diminuam e as condições se estabilizem.

“A situação atual é claramente desfavorável. O Bitcoin está reagindo negativamente tanto a ventos macroeconômicos favoráveis quanto desfavoráveis, parecendo cada vez mais à margem”, afirmou Ryan Yoon, analista sênior da Tiger Research.

No entanto, o Bitcoin “entrou em território de sobrevenda”, acrescentou Yoon. “Seu valor como ativo alternativo vai se destacar quando a liquidez voltar explicitamente ao mercado. Fevereiro deve ser um mês desafiador.”

Cair abaixo dos US$ 72.000, mesmo que brevemente, “não invalida a tese mais otimista, mas prolonga o movimento de desalavancagem e coloca o mercado em uma fase que exige paciência, em vez de uma retomada imediata para cima”, avaliou Vincent Liu, diretor de investimentos da Kronos Research.

A queda pode “perder força”, disse Liu, à medida que a alavancagem “é comprimida sem novas baixas, as saídas dos ETFs diminuem e a demanda à vista absorve a oferta”.

Sinais dessa mudança incluiriam a estabilização da alavancagem e a manutenção dos preços durante movimentos de venda ou notícias negativas, observou Liu.

* Traduzido e editado com autorização do Decrypt.

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