Home EntretenimentoComo ‘Caramelo’ virou fenômeno global na Netflix e orgulho nacional

Como ‘Caramelo’ virou fenômeno global na Netflix e orgulho nacional

por edineymartinstorres

“Eu nunca pensei, honestamente, que eu fosse ver algum filme com a mesma repercussão que Minha Mãe é Uma Peça’ teve, nem que isso pudesse acontecer de novo num lugar que atravessa classe social, atravessa gênero e transcende políticas e debates radicalizados”, revela Iafa em entrevista à coluna.

São os nossos heróis nacionais. O Paulo Gustavo virou um herói nosso, alguém que a gente admirava, que a gente gostava, que transcendia bandeiras exaustivas e debates políticos. O Caramelo é um orgulho nacional, também. Iafa Britz, sócia-fundadora da Midgal Filmes e produtora de “Caramelo”

Esse sucesso mais recente se insere em um momento mais amplo do audiovisual brasileiro, que vai além das indicações do país ao Oscar em 2025 e 2026 — com o ápice sendo a estatueta de Melhor Filme Internacional para “Ainda Estou Aqui”. Há um maior apetite e interesse por histórias de outros lugares do mundo.

“Existe hoje uma oferta de conteúdo de muita qualidade, não só artística, mas de produção”, contextualiza. “Nosso sarrafo subiu. Eu não quero falar que o sarrafo era baixo, mas não tem como produzir e competir se não forem orçamentos que mostrem o valor de produção, não só criativamente falando. O jogo mudou nesse aspecto.”

O soft power

Tudo isso se encaixa em um tópico central da indústria do entretenimento: o chamado soft power. Trata-se da capacidade de um país, de uma cultura ou de uma obra de influenciar, gerar identificação e criar admiração sem recorrer a discurso impositivo, confronto ou força, fazendo com que as pessoas se aproximem por afeto, curiosidade e reconhecimento — e não por obrigação ou convencimento direto.

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