Home CriptomoedasComprar US$ 100 em Bitcoin a cada vez que ele “morreu” renderia US$ 72 milhões

Comprar US$ 100 em Bitcoin a cada vez que ele “morreu” renderia US$ 72 milhões

por edineymartinstorres

Ao longo de sua história, o Bitcoin já “morreu” 461 vezes, pelo menos no discurso de críticos, analistas e manchetes alarmistas. O número é do site Bitcoin Deaths, que desde 2010 cataloga cada declaração pública anunciando o suposto fim da maior criptomoeda do mundo. Ainda assim, o ativo segue vivo e, para quem manteve a convicção no longo prazo, extremamente lucrativo.

O levantamento traz um dado que ajuda a mostrar a força do BTC: se um investidor tivesse aplicado US$ 100 a cada vez que o Bitcoin foi declarado morto, hoje ele teria cerca de US$ 72,5 milhões. O cálculo ilustra como períodos de pessimismo extremo costumam coincidir com grandes oportunidades, algo que se repete justamente agora, em mais uma fase de queda do BTC.

Nas últimas semanas, com o Bitcoin pressionado e distante de suas máximas, o clima de pânico voltou a ganhar espaço. Nesta quinta-feira (5), a criptomoeda caiu abaixo dos US$ 70 mil, uma queda de quase 20% no ano e de 40% desde sua máxima de outubro passado.

Críticos reforçando ataques

Como em ciclos de queda anteriores, as críticas reapareceram com força. Para parte do mercado tradicional, a correção recente seria a prova definitiva de que o Bitcoin falhou como reserva de valor e não tem futuro sustentável.

Um dos ataques mais duros veio de Richard Farr, estrategista-chefe da Pivotus Partners. Em comentário no X em 4 de fevereiro, ele afirmou que o preço-alvo do BTC seria literalmente zero. “Nosso alvo para o Bitcoin é 0,0. Não é apenas pelo choque. É onde a matemática nos leva”, escreveu.

Farr argumenta que o ativo não funcionou como proteção contra a desvalorização do dólar, estaria excessivamente correlacionado ao Nasdaq, não avançou como meio de pagamento e jamais seria adotado por bancos centrais. Para ele, a concentração de bitcoins em grandes detentores, as dificuldades financeiras dos mineradores e o alto consumo energético tornam o projeto inviável no longo prazo.

Leia também: Investidor de “A Grande Aposta” culpa Bitcoin pela queda do ouro e prata

Críticas semelhantes foram feitas por Michael Burry, famoso por prever a crise financeira de 2008 e ser o protagonista do livro e filme “A Grande Aposta”. Em 3 de fevereiro, Burry afirmou que “o Bitcoin agora está exposto como um ativo puramente especulativo e não se qualifica como proteção contra desvalorização monetária, como ouro ou prata”.

O tom é familiar. Em ciclos anteriores, o Bitcoin já foi chamado de fraude, bolha, esquema insustentável, experimento fracassado e moda passageira. Em 2011, após uma queda de mais de 90%, analistas decretaram seu fim. O mesmo aconteceu em 2014, após o colapso da Mt. Gox; em 2018, depois do estouro da bolha dos ICOs; em 2020, durante o choque inicial da pandemia; e em 2022, com a quebra da FTX e outras grandes empresas do setor cripto.

Visão de longo prazo

O padrão, porém, se repete: quedas acentuadas geram pânico, o pânico alimenta narrativas de “morte”, e o tempo mostra que o ativo sobrevive, muitas vezes retornando mais forte. Mesmo após dezenas de colapsos superiores a 50%, o Bitcoin saiu de centavos para dezenas de milhares de dólares ao longo de pouco mais de uma década.

Para se ter uma ideia, após o pânico da pandemia em março de 2020, quando o Bitcoin chegou a cair para perto de US$ 3.800, ele acumulou uma alta superior a 1.500% até atingir novas máximas históricas nos anos seguintes.

Depois do colapso do mercado em 2018, o BTC saiu da faixa de US$ 3.000 para ultrapassar US$ 60 mil em menos de três anos. Já após o ciclo de baixa de 2022, quando o preço recuou para cerca de US$ 15.500, o Bitcoin voltou a subir e atingir US$ 126 mil no ano passado.

Isso não significa que o Bitcoin esteja imune a riscos ou que não possa enfrentar períodos prolongados de baixa. O próprio histórico mostra ciclos longos de correção e lateralização. Mas a lista de “obituários” ajuda a lembrar que o debate sobre o fim do Bitcoin não é novo, e tampouco exclusivo do momento atual.

Enquanto críticos enxergam o colapso final, investidores de longo prazo costumam olhar para outro gráfico: o que mostra que, apesar de 461 declarações de morte, o Bitcoin segue sendo um dos ativos com melhor desempenho da história recente. E, como o próprio histórico sugere, é bem provável que novas “mortes” ainda sejam anunciadas no futuro, antes do próximo renascimento.

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