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Bitcoin cai para US$ 69 mil, menor preço desde a eleição de Trump

por edineymartinstorres

O Bitcoin volta a cair forte nesta quinta-feira (5), rompendo para baixo do patamar psicológico de US$ 70 mil, atingindo seu menor nível desde a eleição de Donald Trump, em novembro de 2024, e aprofundando um movimento de correção que já dura meses.

Por volta das 11h (horário de Brasília), a maior criptomoeda do mundo era cotada a US$ 69.524, uma queda de 7,3% no acumulado de 24 horas. Em reais, a cotação do BTC era de R$ 365.074 no mesmo horário, segundo dados do Portal do Bitcoin.

A piora do mercado ocorre após a abertura da bolsa de valores em Nova York, com as criptomoedas pressionadas por um cenário de desalavancagem forçada, demanda enfraquecida e aumento da aversão a risco nos mercados globais.

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No pior momento do dia, o BTC chegou a US$ 69.185, acumulando perdas de aproximadamente 45% em relação ao pico histórico registrado em outubro, quando superou US$ 126 mil. Desde então, grandes compradores institucionais, como ETFs e empresas que mantêm Bitcoin em caixa, reduziram exposição, retirando um importante suporte que havia sustentado os preços ao longo de 2024.

Analistas apontam que o movimento recente tem características clássicas de capitulação. “A ação de preços no mercado cripto está claramente pesada nas últimas 24 horas, com o bitcoin funcionando como principal âncora negativa do sentimento”, afirmou Joel Kruger, estrategista de mercados do LMAX Group, para a Bloomberg.

Segundo ele, indicadores técnicos mostram o ativo profundamente sobrevendido, enquanto o índice de medo e ganância caiu para níveis extremos, sinalizando estresse elevado entre investidores.

A pressão vendedora ocorre em um ambiente de “desalavancagem forçada” nos mercados futuros. Dados de empresas como Glassnode indicam que volumes à vista seguem estruturalmente fracos, criando um vácuo de demanda no qual vendas persistentes acabam empurrando investidores a encerrar posições com prejuízo. Só nas últimas 24 horas, mais de US$ 1 bilhão em posições alavancadas foram liquidadas no mercado cripto, a maioria em apostas compradas, segundo dados da CoinGlass.

Além dos fatores internos do mercado de criptomoedas, o Bitcoin também sofre influência do cenário macro. A recente queda veio acompanhada de uma forte correção em ações de tecnologia e de um recuo abrupto nos preços do ouro e da prata, que haviam atraído fluxos especulativos nas semanas anteriores. Para alguns analistas, parte do capital migrou temporariamente para esses ativos e agora está sendo retirado de forma simultânea, ampliando a volatilidade.

Outro elemento que pesa sobre o mercado é a indicação de Kevin Warsh, considerado um perfil mais “hawkish”, como próximo presidente do Federal Reserve. “O mercado teme um dirigente mais duro, com disposição para reduzir o balanço do Fed”, disse Manuel Villegas Franceschi, do Julius Baer. Historicamente, criptomoedas tendem a se beneficiar de ambientes de liquidez abundante, com juros mais baixos, o que explica a reação negativa diante da possibilidade de uma política monetária mais restritiva.

Saídas em massa

Os números mostram a dimensão da correção. O mercado global de criptomoedas perdeu cerca de US$ 1,9 trilhão em valor desde o pico de outubro, segundo dados do CoinGecko, sendo aproximadamente US$ 800 bilhões apenas no último mês.

No caso dos ETFs de Bitcoin à vista nos Estados Unidos, os resgates têm sido expressivos: analistas do Deutsche Bank estimam saídas superiores a US$ 3 bilhões em janeiro, após retiradas de cerca de US$ 2 bilhões em dezembro e US$ 7 bilhões em novembro.

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Indicadores on-chain reforçam a deterioração da estrutura de mercado. A Glassnode aponta que o Bitcoin perdeu o chamado “True Market Mean”, uma métrica que representa o custo médio de aquisição da oferta em circulação, movimento que costuma ocorrer em fases iniciais de bear markets. Ainda assim, a empresa observa a formação de zonas de acumulação entre US$ 66,9 mil e US$ 70,6 mil, que podem funcionar como amortecedor de curto prazo caso a pressão vendedora diminua.

Apesar disso, o sentimento permanece frágil. “Sem um retorno consistente da demanda à vista, o bitcoin segue vulnerável a novas quedas e repiques instáveis”, avalia a Glassnode, segundo o site The Block. Para os analistas, o mercado parece entrar em uma fase de “reset”, que historicamente tende a durar meses, e não semanas, até que uma recuperação mais sustentável se consolide.

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