A corretora de criptomoedas nacional BityBank realizou demissões como parte de um processo de reestruturação organizacional. O movimento ocorre em meio à forte queda do Bitcoin nos últimos dias, com a criptomoeda líder atingindo uma mínima de dois anos ao recuar para a faixa de US$ 60 mil.
Havia boatos de que os cortes na BityBank representariam cerca de 50% do quadro de funcionários. No entanto, a empresa afirmou ao Portal do Bitcoin que os desligamentos não correspondem a esse número e que a reestruturação envolveu “ajustes específicos em determinadas equipes”, sem divulgar a quantidade de funcionários afetados.
Lançada em 2022, a BityBank se define como um “banco cripto” resultado da união de duas empresas de criptomoedas: Bitpreço e Biscoint.
Em nota, a empresa afirmou que passa por uma mudança estratégica diante do novo momento do setor de ativos digitais, que, segundo a companhia, entrou em um período de “maior racionalidade, marcado pela redução da liquidez global, conhecido como ‘inverno cripto’”.
As mudanças regulatórias no setor de criptomoedas no Brasil, com a entrada em vigor, no dia 2 de fevereiro, das novas regras do Banco Central para os operadores do mercado, também podem ter pesado na decisão da empresa.
“A maior exigência regulatória e o amadurecimento dos modelos de negócio vêm exigindo das empresas mais eficiência operacional e foco em frentes com maior sustentabilidade de longo prazo”, diz a nota.
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Agora, a BityBank afirma que sua nova estratégia de negócios terá foco especial na atuação em pagamentos B2B (operações financeiras entre empresas), com avanço em mercados internacionais, especialmente na Ásia.
“O mercado evoluiu e nós evoluímos juntos. Estamos direcionando energia e capital para a construção da infraestrutura que conecta o sistema financeiro tradicional às redes de ativos digitais, com forte atuação em pagamentos B2B”, afirmou Ney Pimenta, CEO da BityBank.