Wagner Moura e Kleber Mendonça Filho foram entrevistados pelo jornal britânico The Guardian.
O que aconteceu
Os dois afirmaram que o filme “Marighella”, dirigido por Wagner Moura, foi boicotado no Brasil. “Foi sabotado de forma cínica e não oficial, e Wagner nunca vai receber uma explicação. É aí que entra Kafka”, disse Kleber Mendonça Filho. A fala é uma referência ao livro “O Processo” (1925), em que um homem precisa se defender num processo judicial, mas a burocracia o impede de descobrir o crime do qual é acusado.
Segundo o entrevistador, Wagner Moura ficou espantado relembrando a situação. “Não dá para se defender, porque você não sabe exatamente o que aconteceu”, descreveu o ator e diretor. O filme sobre o guerrilheiro assassinado pela ditadura foi lançado na Europa em 2019, mas teve a estreia adiada por dois anos no Brasil.