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As histórias mais surpreendentes sobre cripto nos arquivos de Epstein

por edineymartinstorres

Uma busca pelo vasto acervo de documentos ligados ao condenado por crimes sexuais Jeffrey Epstein traz milhares de resultados relacionados a criptomoedas e Bitcoin, destacando o envolvimento precoce de Epstein e seu conhecimento sobre projetos e protocolos notáveis do setor.

Ao longo da semana, já formam divulgadas algumas das principais histórias que surgiram a partir dos milhões de arquivos divulgados na semana passada pelo Departamento de Justiça, incluindo como Epstein investiu na Coinbase e na empresa de Bitcoin Blockstream, além de manter uma relação muito próxima com o cofundador da Tether, Brock Pierce.

Mas há muito mais nos arquivos, incluindo menções a grandes nomes do setor de criptomoedas, como o cofundador da Ethereum Vitalik Buterin e o cofundador e presidente executivo da Strategy Michael Saylor. Confira a seguir as menções mais surpreendentes ao universo cripto encontradas nos dois lotes dos arquivos de Epstein liberados pelo Departamento de Justiça.

Investimento na Coinbase

Novos e-mails mostram que Jeffrey Epstein foi um dos primeiros investidores da exchange de criptomoedas de capital aberto Coinbase.

O condenado por crimes sexuais investiu US$ 3 milhões em 2014, após ser apresentado à oportunidade por Brock Pierce, cofundador da Tether, e sua empresa de investimentos, Blockchain Capital. No entanto, a Blockchain Capital afirmou ao Decrypt que Epstein acabou investindo de forma independente, e não por meio da empresa.

Pelos e-mails, fica claro que Fred Ehrsam, cofundador da Coinbase, tinha conhecimento pessoal do investimento, feito anos após a condenação de Epstein. O aporte foi realizado quando a Coinbase era avaliada em cerca de US$ 400 milhões; atualmente, a empresa vale US$ 44 bilhões.

Em 2018, Epstein vendeu cerca de metade de seu investimento de volta para a Blockchain Capital, segundo mostram os e-mails.

Bitcoin e impostos sobre cripto

E-mails do primeiro lote de arquivos divulgados pelo Departamento de Justiça revelaram que Epstein buscava esclarecimentos sobre regulação e tributação do Bitcoin já em 2018.

Em conversa com o ex-estrategista de Donald Trump, Steve Bannon, Epstein sugeriu que o Departamento do Tesouro deveria criar um formulário voluntário de declaração de ganhos com cripto, numa tentativa de “ferrar todos os caras maus”.

Ainda naquele ano, Epstein afirmou que as criptomoedas deveriam ser tratadas de forma semelhante à internet, com “entendimentos coordenados” e acordos internacionais.

Brock Pierce e Epstein

De acordo com o lote mais recente de arquivos divulgados pelo Departamento de Justiça, Brock Pierce, cofundador da Tether, trocou diversas mensagens com Epstein sobre criptomoedas e mulheres, sempre após a condenação de Epstein em 2008.

Em certo momento, Pierce contou a Epstein que “se divertiu muito com as garotas”, e Epstein também orientou o empreendedor cripto a “encontrar um presente” para ele durante uma viagem ao exterior.

Além disso, Epstein se comunicou com ambos os lados de um suposto relacionamento que Pierce teria tido com uma pessoa que Epstein chamava de “sua assistente”. A pessoa teria recusado um pedido de casamento de Pierce.

Os arquivos também revelaram uma reunião na casa de Epstein em Manhattan entre Pierce e Larry Summers, ex-presidente da Universidade de Harvard.

Os dois aparentemente usaram a residência do financista para conversar sobre Bitcoin, com Summers observando que via “oportunidades”, mas expressando preocupação com o possível dano à sua reputação que eventuais perdas com Bitcoin poderiam causar.

Investimento na Blockstream

Epstein foi investidor da empresa de infraestrutura de Bitcoin Blockstream, segundo e-mails recém-revelados e confirmação do desenvolvedor pioneiro de Bitcoin e cofundador da Blockstream, Adam Back.

“Blockstream se reuniu com Jeffrey Epstein, que na época era descrito como sócio limitado do fundo de [Joi] Ito”, escreveu Back. “Esse fundo depois investiu uma participação minoritária na Blockstream.”

Leia também: Pioneiro do Bitcoin é alvo de pedido de renúncia após menção em e-mails de Epstein

O veterano do Bitcoin e seu cofundador na Blockstream, Austin Hill, também foram convidados para a ilha de Epstein em 2014, conforme mostram os arquivos recém-divulgados pelo Departamento de Justiça. No entanto, não está claro pelos e-mails se a viagem realmente aconteceu, e Back não respondeu ao pedido de comentário do Decrypt.

Na confirmação do investimento de Epstein, o cofundador da Blockstream acrescentou que a empresa “não tem, atualmente, qualquer ligação financeira direta ou indireta com Jeffrey Epstein ou seu espólio”.

Um desenvolvedor do Bitcoin Core e ex-colaborador da Blockstream pediu a renúncia de Back nesta semana após a divulgação dos novos arquivos.

Epstein e Thiel debatem narrativa do Bitcoin

Em um e-mail de 2014, Jeffrey Epstein questionou o investidor de tecnologia Peter Thiel sobre a narrativa do Bitcoin.

“Há pouco consenso sobre o que é o Bitcoin”, escreveu Epstein. “Reserva de valor ou valor intrínseco (se houver), moeda, propriedade, arquitetura, sistema de pagamentos. Etc.”

A resposta veio após uma pergunta de Thiel sobre uma possível crescente “pressão anti-BTC” dentro do governo dos EUA.

Leia também: Fundo de Peter Thiel vendeu todo Bitcoin em 2022 enquanto bilionário promovia a criptomoeda

Na época, o Bitcoin era negociado a cerca de US$ 691 por unidade. Desde então, valorizou-se de forma expressiva, sendo negociado recentemente em torno de US$ 70 mil após ter ultrapassado US$ 126 mil em outubro passado.

Michael Saylor criticado

Michael Saylor, entusiasta do Bitcoin e presidente executivo da Strategy, foi chamado de “nojento” pela publicitária Peggy Siegal em um e-mail enviado a Epstein em 2010.

“Ele não tem personalidade. É tipo um zumbi drogado”, escreveu Siegal sobre Saylor. “Andei com ele por aí e ele era tão estranho que até eu saí correndo.”

Segundo o e-mail, Saylor doou US$ 25 mil para um baile beneficente na primavera para “ter seu nome no convite e conhecer um grupo descolado”.

A mensagem foi enviada mais de uma década antes de a empresa de software de Saylor realizar sua primeira compra de BTC, acumulando quase US$ 50 bilhões em Bitcoin e inspirando uma onda de empresas a adotar o modelo de tesouraria cripto.

Ética questionável

Apesar de sua condenação em 2008 por aliciamento de menor para prostituição, uma década depois Epstein demonstrava preocupação com a ética ao financiar projetos no setor de cripto.

“Estou mais do que disposto a financiar coisas, mas como sou uma pessoa de alto perfil, não pode haver ética questionável”, escreveu Epstein em um e-mail para o pesquisador de Bitcoin Jeremy Rubin, que respondeu dizendo ao financista que existe uma “zona cinzenta entre promover e desenvolver”.

“O negócio deles é promover a moeda”, disse Epstein sobre investidores do setor. “É perigoso.”

Um “melhor” Vitalik Buterin

O nome de Vitalik Buterin, cofundador do Ethereum, aparece nos arquivos de Epstein, mas não devido a qualquer ligação direta ou troca de mensagens com o financista.

Na verdade, o lote mais recente de e-mails mostra uma mensagem recebida por Epstein de Masha Drokova, destacando que a investidora russa havia encontrado um “entusiasta de blockchain superinteligente e jovem na Rússia”.

“Ele pode ser melhor que o Vitalik Buterin se focar em tecnologia”, acrescentou Drokova.

Apesar de ter se oferecido para apresentar Epstein ao jovem tecnólogo russo, não está claro quem era a pessoa ou se ela chegou a ter contato com Epstein.

* Traduzido e editado com autorização do Decrypt.

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