Se no fim de semana os gráficos das criptomoedas estavam verdes enquanto o mercado ensaiava uma recuperação, nesta segunda-feira (9) eles indicam que o retorno dos preços a níveis mais elevados não será tão rápido.
O Bitcoin, que no domingo atingiu um topo diário de US$ 71,8 mil, volta a cair nesta segunda-feira para abaixo dos US$ 70 mil, sendo negociado em cerca de US$ 69.290, em queda de 1% no dia. A cotação do Bitcoin em reais está em torno de R$ 362.290, segundo dados do Portal do Bitcoin.
As altcoins acompanham o dia negativo do BTC, com quedas ainda mais acentuadas. Solana (SOL) lidera as perdas do top 10, com desvalorização de 4,1% no dia, recuando para US$ 83,74. XRP também cai 3,1%, seguido por Ethereum (-2,8%) e Dogecoin (-3,4%).
Analistas apontam que a alta do fim de semana representou um alívio clássico pós-crash, já que, na quinta-feira, o Bitcoin atingiu o menor preço em dois anos, ao se aproximar da faixa de US$ 60 mil.
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“A recuperação ainda não tem nenhuma demanda sustentada real, já que o índice de prêmio da Coinbase permanece negativo e os ventos contrários macroeconômicos persistem”, disse Andri Fauzan Adziima, líder de pesquisa da Bitrue, ao Decrypt.
Para que as criptomoedas engatem uma recuperação de maior fôlego, analistas indicam a necessidade de uma melhora nas condições macroeconômicas. Isso inclui crescimento econômico, queda no desemprego e na inflação dos EUA, além do fortalecimento da adoção institucional e do avanço da regulação cripto, que atualmente enfrenta entraves no país.
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Na Ásia, começam a surgir sinais positivos para os mercados, com a perspectiva de maior estímulo fiscal no Japão após a vitória da primeira-ministra Sanae Takaichi. O índice Nikkei atingiu máximas históricas, enquanto outros mercados da região também avançaram.
“O rali global em tecnologia e o sentimento de liquidez renovado tendem a favorecer classes de ativos de risco, incluindo criptoativos como o BTC, no curtíssimo prazo, especialmente se os investidores interpretarem a alta dos mercados acionários como sinal de disposição maior a risco”, avalia André Franco, analista da Boost Research.
“No entanto, a ausência de um catalisador específico para cripto e a recente volatilidade técnica nos mercados digitais sugerem que o Bitcoin pode consolidar ou avançar moderadamente, apoiado pelo fluxo de risco positivo, mas sem um impulso altista forte imediato.”
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