O Bitcoin (BTC) está muito próximo de repetir um padrão raro na sua história: ter pelo quinto mês consecutivo um desempenho negativo. Desde que o mercado de criptomoedas saiu da sua fase embrionária, em 2013, essa sequência só ocorreu entre agosto de 2018 e janeiro de 2019, quando o ativo registrou um semestre completo de perdas.
Para que a sequência seja interrompida, o Bitcoin precisa encerrar fevereiro acima de US$ 78,6 mil. No entanto, o ativo é cotado em cerca de US$ 68 mil no momento da redação, o que exigiria uma valorização superior a 15% em menos de dez dias para que o mês termine no verde.
Essa repetição de ciclo tem sido lida pelo mercado de duas formas. Por um lado, trata-se de um sinal claro de um mercado de baixa. Por outro, a análise histórica do ativo demonstra que o Bitcoin pode estar chegando perto de um fundo do qual irá se catapultar.
No caso da queda entre 2018 e 2019, o Bitcoin entrou em decolagem logo depois da sequência negativa. Nos 12 meses seguintes, entre dezembro de 2018 e dezembro de 2019, o Bitcoin saiu de US$ 3.693 para US$ 7.168, realizando uma alta de 93,9%.
“A semelhança é clara: sequência prolongada de quedas, aumento da desconfiança e muitos aguardando um preço ainda mais baixo antes de agir”, aponta Pedro Fontes, analista do time de Research do MB | Mercado Bitcoin. “Isso garante que veremos o mesmo desempenho à frente? Não. Passado não é garantia de futuro. Mas o histórico mostra algo relevante: momentos em que a maioria duvida do potencial do ativo e acredita que ele continuará caindo indefinidamente foram, diversas vezes, pontos que antecederam recuperações expressivas.”
Se o Bitcoin repetir esse “efeito bumerangue”, com valorização de 93,9% em 12 meses, o preço poderia saltar de US$ 67.030 para cerca de US$ 129.979. Nesse cenário, o ativo renovaria sua máxima histórica, superando o recorde de US$ 126.080 registrado em 6 de outubro do ano passado.
Queda faz desconfiança aumentar
Fontes explica que, quando o Bitcoin acumula quatro meses seguidos de queda, cresce a desconfiança no potencial do ativo e começa a ganhar força a ideia de que ele ainda pode cair mais. “Muitos preferem esperar o ponto perfeito de entrada, acreditando que sempre haverá um preço melhor adiante”, diz o analista.
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Segundo o especialista, foi exatamente esse o cenário no fim de 2018, quando havia uma crença dominante de que o ativo havia perdido relevância e que ainda poderia recuar mais.
“O pessimismo era elevado e a espera por um fundo ainda mais baixo era comum. Mas foi justamente após essa sequência prolongada de desvalorização que o movimento começou a mudar”, ressalta. Ele aconselha que o investidor não deve tentar busca um fundo perfeito, mas sim “entender que, historicamente, esperar demais pode significar perder justamente os movimentos que começam quando poucos ainda acreditam”.
Visão de longo prazo
O histórico do Bitcoin mostra que o ativo tem como característica sair de momentos de baixa para logo em sequência engatar forte alta. Dados do site Bitcoin Deaths mostram que se um investidor tivesse aplicado US$ 100 a cada vez que o Bitcoin foi declarado morto, hoje ele teria cerca de US$ 72,5 milhões.
O projeto identificou que o Bitcoin foi declarado como morto em 461 ocasiões por críticos, analistas e manchetes alarmistas. A primeira vez foi ainda em 2010, quando a criptomoeda ainda tinha existência apenas em fóruns especializados em criptografia.
O padrão, porém, se repete: quedas acentuadas geram pânico, o pânico alimenta narrativas de “morte”, e o tempo mostra que o ativo sobrevive, muitas vezes retornando ainda mais forte. Mesmo após dezenas de colapsos superiores a 50%, o Bitcoin saiu de centavos para dezenas de milhares de dólares ao longo de pouco mais de uma década.
Um exemplo disso ocorreu após o pânico da pandemia de Covid-19 em março de 2020, quando o Bitcoin chegou a cair para perto de US$ 3.800 e, depois, acumulou alta superior a 1.500% até renovar suas máximas históricas nos anos seguintes.
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