Tendências de buscas relacionadas ao fim do Bitcoin estão em alta, à medida que a principal criptomoeda segue longe do seu recorde histórico de outubro, quando ultrapassou US$ 126 mil.
Apesar disso, a sexta-feira (20) está sendo de recuperação para o Bitcoin, que sobe 2,1% no dia, para ser negociado a US$ 68.193. Em reais, a cotação do BTC está em R$ 355.968, segundo dados do Portal do Bitcoin.
Dados do Google Trends, no entanto, mostram que as buscas mundiais por “Bitcoin indo a zero” e “O Bitcoin morreu?” atingiram os maiores níveis desde 2022, conforme destacou um post viral no X nesta semana.
Essas tendências têm um pequeno papel na definição do índice de Medo e Ganância, um termômetro de sentimento que analisa o clima do mercado de criptomoedas usando variáveis como volatilidade e postagens em redes sociais.
Na semana passada, o índice chegou a 5, igualando sua marca mais baixa já registrada — algo que não acontecia desde 2019. Com esse número, o mercado está em “Medo Extremo”. Marcas mais altas indicam que os traders estão mais gananciosos, geralmente associadas a preços mais elevados dos ativos.
Por outro lado, preços mais altos podem não estar a caminho tão cedo. Na tarde de quinta-feira, traders da Polymarket estavam confiantes de que o BTC baterá US$ 60 mil antes de chegar a US$ 80 mil — colocando a probabilidade do movimento em 68%. Na Kalshi, apostadores projetam cerca de 36% de chance de o BTC ser negociado abaixo de US$ 40 mil ainda este ano.
Mas chegar a zero? Especialistas não veem o ativo caindo tanto assim.
Uma análise recente do Standard Chartered indicou que mais dor, como uma queda para US$ 50 mil, seria o próximo movimento antes de uma retomada aos recordes históricos. Analistas da CryptoQuant sugeriram que o “fundo final de mercado de baixa” do Bitcoin é US$ 55 mil, patamar ao qual pode recuar antes de consolidar e voltar a subir.
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Apesar disso, os maiores defensores do Bitcoin, como o cofundador e presidente executivo da Strategy, Michael Saylor, seguem inabaláveis. A empresa de Saylor continua acumulando Bitcoin, somando US$ 47 bilhões em reservas, e ele afirmou recentemente que espera manter esse ritmo “a cada trimestre, para sempre”.
“Se você acha que vai a zero, então vamos lidar com isso”, disse Saylor. “Mas eu não acho que vai a zero”.
* Traduzido e editado com autorização do Decrypt.
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