Home Tecnologia'Crise da memória' deve fazer venda de celulares ter maior queda da história em 2026, diz consultoria

'Crise da memória' deve fazer venda de celulares ter maior queda da história em 2026, diz consultoria

por edineymartinstorres


Crise da memória RAM pode deixar celulares, notebooks e até carros mais caros no Brasil
O mercado de smartphones deverá registrar a maior queda de sua história, afirmou nesta quinta-feira (26) a consultoria IDC. A projeção leva em conta a crise da memória RAM, que envolve a escassez de chips de memória para produzir os aparelhos.
A expectativa é de que as fabricantes venderão juntas 1,1 bilhão de smartphones este ano, 12,9% menos do que em 2025, disse a IDC.
A consultoria disse que a situação não deverá melhorar até meados de 2027 e projetou que, no próximo ano, as vendas crescerão apenas 2%. Para 2028, a expectativa é de uma recuperação, com crescimento de 5,2%.
Ainda segundo a IDC, a crise afetará principalmente as vendas de celulares Android de baixo custo. Por outro lado, Apple e Samsung não deverão ser tão afetadas por terem um posicionamento forte entre aparelhos topo de linha, afirmou o relatório.
🤔 Os chips de RAM (sigla em inglês para “memória de acesso aleatório”) guardam temporariamente os dados usados por um dispositivo. Quando um aplicativo é aberto no celular, é a RAM que mantém as informações necessárias para o programa rodar corretamente.
Embora seja mais associada a celulares e computadores, os chips de memória também estão presentes em smart TVs, tablets, consoles de videogames, relógios inteligentes, aspiradores robô, carros, impressoras, entre outros.
A oferta de chips de memória tradicionais tem diminuído à medida que fabricantes têm direcionado os seus investimentos para a produção de chips mais avançados, voltados para data centers de inteligência artificial.
A crise dos chips de memória não causará apenas uma queda temporária nas vendas, mas forçará uma reestruturação do mercado, avaliou Nabila Popal, diretora sênior de pesquisa da IDC, à Reuters.
“As tarifas e a crise da pandemia parecem uma piada em comparação a isso”, disse Popal à Bloomberg. “O mercado de smartphones testemunhará uma mudança sísmica até o fim desta crise”.
Com a oferta menor, os preços para chips de processamento e de armazenamento subiram, o que impacta as margens de lucro de fabricantes de celulares.
A IDC afirmou que a média de preço de smartphones deverá subir 14% em 2026 por conta de uma mudança de estratégia das fabricantes em busca de aparelhos que garantam uma margem de lucro maior.
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