Enquanto o cenário político global segue em alta tensão, o Bitcoin tem uma manhã de estabilidade e volta para US$ 66 mil nesta segunda-feira (2), após cair para US$ 63 mil logo após Estados Unidos e Israel lançarem ataques militares contra o Irã no sábado.
O Bitcoin zerou as perdas no acumulado da semana e é negociado a US$ 66.190 nesta segunda, com leve queda de 0,5% no dia. Em reais, o ativo é cotado a R$ 341.707, segundo dados do Portal do Bitcoin.
Outras criptomoedas enfrentam quedas maiores nesta manhã, incluindo Solana (-1,9%), Ethereum (-1,7%) e XRP (-1,6%), embora tanto ETH quanto SOL acumulem ganhos semanais de 1,8% e 6%, respectivamente.
O impacto do conflito EUA x Irã
Bitcoin e outros ativos de risco recuaram no fim de semana com a escalada das tensões envolvendo o Irã, sobretudo após a confirmação da morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do país.
A piora do sentimento levou investidores a buscar proteção: o ouro avançou e o petróleo também subiu, diante do risco de um choque de oferta caso o conflito afete a produção e o fluxo de exportações no estreito de Ormuz.
O mercado de criptomoedas costuma ser o primeiro espaço para investidores reduzirem o risco ao longo do fim de semana, já que operam 24 horas por dia. O retorno do Bitcoin nesta manhã aos níveis de preço vistos antes do conflito sugere que o mercado encarou o episódio como um risco temporário sem ligação direta com cripto, e não como o início de uma nova queda prolongada.
“O movimento inicial de venda do Bitcoin foi quase um manual: os mercados odeiam mais a incerteza do que más notícias e, no momento em que o conflito com o Irã pareceu sob controle, a compra automática voltou rapidamente”, disse Ryan McMillin, diretor de investimentos da Merkle Tree Capital, ao Decrypt.
O especialista apontou uma leitura de 11 no índice de medo e ganância, que mede o sentimento do mercado, além de as taxas de financiamento dos futuros de Bitcoin terem oscilado para -6%, indicando que os vendidos (shorts, que apostam na queda) estão pagando um prêmio significativo para manter uma postura baixista — algo que não se via desde que o Bitcoin era negociado a US$ 16.000, em 2022.
“O mercado está mecanicamente te pagando para estar comprado; é hora de comprar”, disse McMillin.
Embora as criptomoedas mostrem mais estabilidade do que os ativos tradicionais nesta segunda, elas devem seguir sendo negociadas em linha com o sentimento macro de risco. Nesse cenário, investidores tendem a acompanhar de perto o preço do petróleo, as expectativas de inflação e os desdobramentos do conflito entre Estados Unidos e Irã.
“Os traders estão focados em saber se isso fica em um pico movido por manchetes ou se vai se transformar em um aperto sustentado das condições financeiras”, disse Rick Maeda, pesquisador da Presto Research, ao The Block.
“Em termos de preços de ativos, isso significa observar primeiro o petróleo e se ele se estabiliza ou avança para uma faixa estruturalmente mais alta. Em paralelo, eles acompanham os juros reais dos EUA e o dólar em busca de sinais de que o choque está se espalhando para uma reprecificação macro mais ampla.”
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