A Warner Bros. Discovery marcou para 23 de abril uma assembleia extraordinária de acionistas para votar a transação.
Autoridades dos Estados Unidos já sinalizaram que a análise antitruste não deve ser acelerada. No mês passado, Omeed Assefi, chefe interino da divisão antitruste do Departamento de Justiça (DOJ), afirmou que o acordo “absolutamente não” terá aprovação em via rápida por razões políticas, no contexto das relações amistosas da família Ellison com Donald Trump.
Em documentos enviados à Comissão de Valores Mobiliários, a Paramount diz que os fundos do Oriente Médio entram como investidores sem poder de decisão. “[Eles] concordaram em abrir mão de quaisquer direitos de governança — incluindo representação no conselho — associados aos seus investimentos em ações sem direito a voto”, afirmou a empresa.
A Paramount sustenta que, por não haver direitos de governança, o acordo não ficaria sob a alçada do CFIUS. O comitê interagências, liderado pelo Departamento do Tesouro, analisa investimentos estrangeiros em empresas americanas por possíveis riscos à segurança nacional.
Mesmo assim, senadores democratas pressionam por uma revisão mais ampla do caso. Há duas semanas, sete senadores enviaram uma carta ao presidente da agência reguladora de mídia dos Estados Unidos (FCC), Brendan Carr, pedindo uma “revisão minuciosa” dos investidores estrangeiros que apoiam a proposta.