Executivos descrevem o Lions como um cruzamento de setores que está mudando a forma como a indústria se organiza. O CEO da UTA (United Talent Agency), David Kramer, resumiu o clima: “Onde o entretenimento encontra a tecnologia, onde criadores encontram marcas e onde negócios inteiramente novos estão sendo construídos em tempo real”, disse ao THR.
A comparação mais repetida por quem frequenta os dois eventos é que o Festival de Cannes lembra Hollywood, e o Lions parece mais um encontro de mercado. A reportagem do THR descreve o Lions como “Wall Street com Las Vegas”, com dinheiro circulando pela orla e ativações voltadas a chamar atenção.
Paris Hilton disse que hoje prefere o Lions ao festival de cinema por se sentir mais estimulada pelo ambiente de negócios e criação. “Isso é algo que eu espero todo ano. Eu costumava vir ao Festival de Cannes… mas, na verdade, eu gosto muito mais do Cannes Lions. Eu sinto que as pessoas aqui são tão brilhantes e criativas. Eu fico o tempo todo muito inspirada”, afirmou ao THR.
Big techs, brindes e reuniões em série
O Lions virou vitrine para empresas de tecnologia e plataformas, com estruturas temporárias e espaços de relacionamento espalhados pela cidade. A reportagem cita sinais no aeroporto de Nice para visitantes de companhias como a Meta e pontos como Amazon Port, LinkedIn Lounge, Reddit Community Deli e Meta Beach.
Além das big techs, grupos de mídia e entretenimento também marcam presença com estandes e programações próprias. Entre os nomes mencionados estão NBC Universal, Tubi, Spotify, Sirius XM Media e EA Advertising, além de TikTok, Pinterest e Adobe.