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Apple supera a Nvidia e volta a ser a empresa mais valiosa do mundo

por edineymartinstorres


Apple
Sumudu Mohottige
A Apple ultrapassou a Nvidia nesta sexta-feira (17) e voltou a ser a empresa mais valiosa do mundo, reorganizando o topo das gigantes de tecnologia à medida que investidores reavaliam as perspectivas para a inteligência artificial.
A Apple era avaliada em cerca de US$ 4,88 trilhões, com as ações estáveis, enquanto a Nvidia valia aproximadamente US$ 4,86 trilhões, após uma queda de 3,5% em seus papéis.
A troca de posições mostra que os investidores já não estão apostando apenas nas empresas que mais cresceram com o avanço da inteligência artificial, como a Nvidia. Com isso, a Apple volta a ocupar o posto de empresa mais valiosa do mundo pela primeira vez desde abril do ano passado.
“A Apple era vista como uma retardatária na corrida da IA porque não estava investindo no desenvolvimento de modelos, mas agora esse sentimento mudou”, afirmou Toni Meadows, chefe de investimentos da BRI Wealth Management.
“A Apple está menos exposta à intensidade dos investimentos em infraestrutura (capex) e está mais bem posicionada para monetizar a IA por meio de serviços, da fidelização ao seu ecossistema e da renovação de hardware. Essa reavaliação reflete confiança na sustentabilidade dos lucros, e não apenas uma aposta especulativa no potencial da IA.”
Para uma empresa que frequentemente era vista como atrasada na corrida pela inteligência artificial, esse marco reflete os esforços da Apple para se consolidar entre os principais nomes do setor e pode influenciar a forma como os últimos meses de Tim Cook no comando da companhia serão avaliados.
Cook está se preparando para deixar o cargo em setembro, quando será sucedido por John Ternus, veterano da área de hardware da empresa.
No mês passado, a Apple lançou uma reformulação há muito aguardada da Siri, apostando que a assistente virtual atualizada ajudará a reduzir a distância em relação às rivais do setor de tecnologia e às novas empresas de IA.
Alguns analistas afirmam que a Apple possui uma verdadeira “mina de ouro” para a IA na forma dos dados pessoais armazenados em cada iPhone. Essas informações poderiam tornar as respostas da Siri mais úteis e a assistente mais capaz.
O desafio é que esses dados estão protegidos dentro dos sistemas operacionais em nome da privacidade, e a empresa terá de encontrar uma forma de extrair valor deles sem comprometer essa proteção.

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