Após mais de 15 anos como uma das atrações fixas da grade da Globo, o “Profissão Repórter” não integrou a programação da emissora em 2026 sob a justificativa de que com a Copa do Mundo e o horário eleitoral gratuito, o jornalístico seria exibido muito tarde. Com isso, Caco Barcellos foi deslocado para o “Fantástico”, em que realizou uma série de reportagens batizada de “Jornalistas no Front”, em que ele acompanhar o trabalho da imprensa em zonas de conflitos armados e muita violência, e agora ele comanda o “Profissão Reporter Procura”, uma espécie de reality show para revelar um novo talento do jornalismo.
Se “Jornalistas no Front” mostrou o que Caco Barcellos sabe fazer de melhor (acompanhar com profundidade assuntos pertinentes), o mesmo não pode ser dito de “Profissão Repórter Procura”, que não oferece material para que todo talento de Caco Barcellos seja explorado. Apesar de ser curiosa, a iniciativa de revelar ao público como se forma na prática um jornalista de televisão, nem de longe consegue ser tão interessante e relevante quanto as reportagens conduzidas por Caco Barcellos.
Na liderança do “Profissão Repórter”, Caco Barcellos e sua equipe foram responsáveis por esmiuçar com riqueza de detalhes temas que estavam fervilhando em nossa sociedade, mantendo um alto nível de apuração dos fatos e não deixando de lado um olhar humano para questões mais sensíveis. O programa sempre foi um respiro de qualidade no jornalismo da TV aberta que, por muitas vezes, cede ao sensacionalismo em nome da audiência.