Home TecnologiaEleições legislativas da Rússia são alvo de ataque hacker

Eleições legislativas da Rússia são alvo de ataque hacker

por edineymartinstorres


Rússia realiza eleições marcadas pela guerra
As eleições legislativas da Rússia foram alvo de uma invasão hacker, informou a mídia estatal do país neste sábado (19).
✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp
Segundo o chefe da Comissão Eleitoral Central, Ella Pamfilova, o sistema de votação online de Moscou, a capital russa, foi alvo de um forte ataque durante a noite, mas a situação foi controlada.
Ainda de acordo com o representante do governo, os ataques continuam, mas todos estão sendo repelidos com sucesso.
Estas são as primeiras eleições da Rússia desde o começo da guerra com a Ucrânia, em fevereiro de 2022. Os russos começaram a votar nesta sexta-feira (18) e a votação durará três dias .
Ucraniana vota em eleições parlamentares russas próxima a soldado russo armado com fuzil na Donetsk ocupada, na Ucrânia, em 18 de setembro de 2026.
REUTERS/Alexander Ermochenko
s
Além dos russos, ucranianos que vivem em regiões ocupadas pelas tropas do país vizinho também tiveram que ir às urnas. Imagens mostram zonas eleitorais sob a vigia de militares armados com fuzis (veja acima).
Junto com as regiões ucranianas ocupadas, a Rússia iniciou nesta sexta-feira (18) as eleições para renovar seu Parlamento, em pleito que o partido de Putin tem a vitória assegurada, mas que o Kremlin utilizará para medir o apoio popular à guerra na Ucrânia. A votações durarão três dias.
Esta é a primeira votação parlamentar na Rússia desde que Moscou invadiu a Ucrânia com suas tropas em fevereiro de 2022, em um conflito que provocou centenas de milhares de mortes. Para o pleito, foram registrados apenas partidos que apoiam Putin e a ofensiva militar na Ucrânia. Leia mais abaixo.
Rússia realiza eleições parlamentares 
O primeiro dia de votação começou com o lançamento de 350 drones ucranianos contra a região de Moscou, anunciou o prefeito da capital russa, mas a maioria foi interceptada e destruída.
A votação também acontece nos territórios ucranianos controlados pela Rússia em meio ao conflito. Em Donetsk, no leste da Ucrânia, por exemplo, a agência de notícias Reuters registrou soldados russos armados de fuzil e com o rosto coberto de guarda em seções eleitorais improvisadas enquanto os ucranianos votavam. Veja nas fotos abaixo.
Ucranianas votam em eleições parlamentares da Rússia ao lado de soldado russo armado com fuzil em seção eleitoral improvisada no vilarejo de Verbivka, na Donetsk ocupada, na Ucrânia, em 14 de setembro de 2026.
REUTERS/Alexander Ermochenko
Ucraniano vota em eleições parlamentares da Rússia ao lado de soldado russo armado com fuzil na Donetsk ocupada, na Ucrânia, em 18 de setembro de 2026.
REUTERS/Alexander Ermochenko
Ucranianas votam em eleições parlamentares da Rússia ao lado de soldado russo armado com fuzil em seção eleitoral improvisada no vilarejo de Verbivka, na Donetsk ocupada, na Ucrânia, em 14 de setembro de 2026.
REUTERS/Alexander Ermochenko
Soldado russo segura urna para votação em eleições parlamentares da Rússia realizada em Donetsk ocupada, na Ucrânia, em 14 de setembro de 2026.
REUTERS/Alexander Ermochenko
Soldado russo segura urna de votação no vilarejo de Verbivka, na Donetsk ocupada, na Ucrânia, em 14 de setembro de 2026.
Stringer/AFP
Ucraniana deixa local de votação em seção eleitoral em Donetsk ocupada, na Ucrânia, vigiada por soldado russo armado em 18 de setembro de 2026.
REUTERS/Alexander Ermochenko
Primeira eleição parlamentar da guerra
A eleição vai renovar as 450 cadeiras da Duma, a câmara baixa do Parlamento russo, e durará até domingo (20), às 15h no horário de Brasília —21h no fuso local. Os resultados devem começar a sair logo depois.
As eleições servirão para o Kremlin medir o nível de apoio popular a uma guerra cujas consequências foram sentidas com mais força do que nunca neste ano.
Putin governa o país desde a véspera do Ano Novo de 1999 e seu partido, Rússia Unida, domina a política do país desde o início dos anos 2000.
Em uma seção eleitoral no centro de Moscou, Sergei Korenets, um ferroviário de 41 anos, explicou que votaria no partido Rússia Unida em nome da “estabilidade”, repetindo um dos principais lemas políticos de Putin.
Questionado se quatro anos e meio de guerra podem ser considerados um símbolo de estabilidade, respondeu: “É claro que quero que tudo isso termine o mais rápido possível”.
Porém, ele disse que não deseja mudanças no âmbito interno porque se sente satisfeito com sua situação econômica.
Censura ao estilo soviético
O presidente russo Vladimir Putin conversa com representantes de agências de notícias internacionais durante o Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo, na Rússia.
AP/Dmitri Lovetsky
Poucos na Rússia duvidam da vitória do partido de Putin, que votou eletronicamente nesta sexta-feira, segundo imagens da televisão pública do país.
O partido Rússia Unida enfrenta apenas legendas que apoiam a maioria das políticas de Putin e a guerra na Ucrânia: o Partido Comunista, o nacionalista LDPR, Rússia Justa e o liberal Gente Nova.
O partido Yabloko, que pede o fim da guerra, foi excluído da disputa pouco antes da votação. Um de seus principais dirigentes, Lev Shlosberg, foi preso por criticar o conflito.
Tatiana Stanovaya, uma analista política russa radicada na França, afirmou que Putin gosta de “comparar sua situação política” com a dos países europeus.
“Ele pode dizer: ‘Vejam, tivemos eleições. Tenho um apoio considerável por parte dos russos. Estamos todos unidos’. Então, para ele, isso é algo muito importante no plano pessoal, emocional e político”, disse Tatiana à agência de notícias AFP.
Em um breve discurso exibido na televisão na noite de quarta-feira, Putin conclamou os cidadãos a votar para mostrar às tropas que “por trás de nossos combatentes há milhões de pessoas” e para dar uma “resposta conjunta àqueles que querem enfraquecer a Rússia”.
A guerra rompeu os laços de Moscou com o Ocidente, que puniu a Rússia com duras sanções econômicas.
Frustração popular
Agora no g1
Na ausência de debate público e com a dissidência e as críticas proibidas, a votação servirá ao Kremlin como um termômetro da frustração popular com o conflito, que não tem uma conclusão à vista.
Neste ano, a guerra afetou os russos mais do que nunca, com ataques ucranianos que chegaram a cidades nos Urais e na Sibéria.
Os adversários políticos de Putin foram, em sua maioria, empurrados ao exílio. Seu principal opositor, Alexei Navalny, morreu em uma prisão no Ártico em 2024.
A oposição russa no exílio conclamou os russos contrários ao Kremlin a não boicotarem as eleições, e sim a votar “contra o partido de Putin”, e publicou recomendações sobre quem apoiar em cada região.
Um grupo de eurodeputados e opositores russos no exílio ligados ao Conselho da Europa chamou as eleições de “farsa” e afirmou que resultarão em um Parlamento sem legitimidade democrática. “As autoridades russas continuam intensificando a repressão sistemática e institucionalizada para excluir qualquer força de oposição democrática”, declarou Christian Wigand, porta-voz da UE.
Alguns russos temem uma nova mobilização militar como a de 2022, quando 300 mil reservistas foram convocados, uma medida impopular que provocou um êxodo de homens em idade de serviço militar.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, acusou o Kremlin de planejar uma nova campanha de mobilização no segundo semestre do ano, algo que Putin nega.

Você também pode gostar

Utilizamos cookies e tecnologias semelhantes para melhorar sua navegação. Ao continuar navegando você concorda com a nossa Política de Privacidade. Aceitar Saiba Mais