Home TecnologiaCelulares intermediários estão mais caros e chegam até R$ 7 mil; g1 testou 5 deles para ver qual vale a pena

Celulares intermediários estão mais caros e chegam até R$ 7 mil; g1 testou 5 deles para ver qual vale a pena

por edineymartinstorres


Celular tá caro: o que a IA tem a ver com o aumento do preço de celulares?
Escolher um celular Android intermediário é tarefa difícil em 2026 – e é tudo culpa da inteligência artificial.
A categoria, que costumava oferecer bom desempenho a preços mais competitivos, é mais uma vítima da guerra de chips e memória RAM para equipar serviços de IA.
O resultado foi um aumento no preço – que pode ir de R$ 2.000 até R$ 7.000, dependendo do modelo na mesma categoria. Em 2025, os valores chegavam no máximo a R$ 3.000.
Para comparação, com R$ 4.500 (ou até menos), dá para comprar um celular topo de linha de uma ou duas gerações atrás, como um iPhone 16 ou um Galaxy S25.
O Guia de Compras testou 5 aparelhos intermediários. São eles – e seus preços consultados em outubro nas principais lojas da internet:
Jovi V70 (na faixa dos R$ 3.000)
Motorola Edge 70 Pro (de R$ 3.200 a R$ 4.500)
Oppo Reno 16 (na faixa de R$ 5.000 a R$ 7.000)
Realme 16 (R$ 2.400)
Samsung Galaxy A57 (na faixa de R$ 2.100 a R$ 2.400)
Da esquerda para a direita: Jovi V70, Moto Edge 70 Pro, Oppo Reno 16, Realme 16 e Samsung Galaxy A57
Henrique Martin/g1
Os celulares foram enviados por empréstimo pelas fabricantes e serão devolvidos. Convidada, a Xiaomi decidiu não enviar um smartphone (Redmi Note 17 Pro Max) para participar do comparativo.
Leia os resultados dos testes (design, especificações, desempenho, bateria e câmeras) a seguir e, ao final, a conclusão.
Jovi V70
Moto Edge 70 Pro
Oppo Reno 16
Realme 16
Samsung Galaxy A57
Design e especificações
Os mais diferentes no design são o Realme 16, com um acabamento em branco fosco na traseira bastante chamativo, e o Moto Edge 70 Pro, em “vinho fosco” na parte de trás e uma tela curvada nas bordas na frente.
O da Oppo é o menor do teste, o que é bom para quem procura um aparelho mais compacto, algo raro de encontrar nas lojas recentemente. Mas seu design lembra muito o de um iPhone 17.
Já Samsung e Jovi são os mais parecidos entre si, com acabamento em azul e lentes das câmeras alinhadas na parte de trás.
Jovi e Motorola têm os maiores displays (6,8”), seguidos por Samsung (6,7”), Realme (6,5”) e Oppo (6,3”).
O Edge 70 Pro é o único avaliado com tela com taxa de atualização de 144 Hz. Os demais têm 120 Hz.
A taxa de atualização mostra quantas vezes uma imagem pode ser atualizada por segundo e é medida em hertz (Hz). Uma tela de 60Hz “pisca” 60 vezes por segundo, por exemplo. Isso é importante para jogos, por exemplo.
Jovi, Motorola e Realme utilizam variantes de processadores MediaTek nos seus aparelhos (Dimensity 7360 Turbo, 8500 Extreme e 6400 Turbo, respectivamente).
A Oppo usa um Qualcomm Snapdragon 7 Gen 4, e a Samsung, um Exynos 1680 fabricado pela própria empresa.
Vale notar que o Moto Edge 70 Pro era o único modelo do teste com 12 GB de RAM, contra 8 GB nos concorrentes.
E que o Jovi V70, no exterior, é vendido como a versão “Lite” da marca (Vivo) na mesma configuração de hardware, mas com design diferente.
Desempenho
Nos testes de desempenho (veja ao final como são feitos), os principais destaques ficaram com o Moto Edge 70 Pro e o Samsung Galaxy A57, que tiveram resultados bastante próximos, dividindo a liderança.
Os celulares da Jovi e da Oppo vieram logo na sequência, e o da Realme ficou em último lugar.
Na avaliação gráfica (que diz como o aparelho se comporta com vídeos e jogos), o Edge 70 continuou na liderança, seguido por Oppo, Samsung, Jovi e Realme.
Bateria
Escolher um smartphone intermediário significa contar com grandes baterias em 2026.
Jovi V70 e Realme 16, ambos com 7.000 mAH de capacidade, seguidos por Edge 70 Pro (6.500 mAH) e Oppo Reno 16 (6.000 mAH).
O Galaxy A57 tem a menor bateria entre os cinco, com 5.000 mAh de capacidade.
Mas ter bateria maior não significa ter desempenho maior. Isso varia conforme o sistema de gerenciamento de consumo de cada fabricante.
Tanto que o Jovi V70 teve a maior duração do teste (27h15), seguido pelo Realme 16 (19h39). São mais de sete horas de diferença com a mesma capacidade (7.000 mAh).
Edge 70 Pro e Reno 16 empataram na duração (16h47) e ficaram no fim da lista, atrás do Galaxy A57, com 17h32 – o de menor capacidade.
Os resultados dependem também do uso de cada pessoa e podem variar. Não significam que após 17h a carga irá acabar, mas é um indicativo de quanto tempo o smartphone pode ficar longe da tomada.
Câmeras
O conjunto de câmeras também mostra abordagens diferentes para os aparelhos de uma mesma categoria.
No geral, o resultado dos celulares do teste foi ótimo, conforme é padrão hoje em dia. Deu para perceber mais variações em cores, brilho e contraste nas câmeras do Realme 16 e do Galaxy A57.
Foto em resolução máxima: Jovi V70 e Moto Edge 70 Pro na fileira de cima; Oppo Reno 16, Realme 16 e Samsung Galaxy A57 na fileira inferior
Henrique Martin/g1
O Jovi V70 tem a maior resolução na câmera principal, com 200 megapixels, e uma de 8 MP grande angular.
O Moto Edge 70 Pro e o Oppo Reno 16 oferecem três câmeras na traseira, todas com 50 MP (principal, grande angular e telefoto).
Foto em modo retrato: Jovi V70 e Moto Edge 70 Pro na fileira de cima; Oppo Reno 16, Realme 16 e Samsung Galaxy A57 na fileira inferior
Henrique Martin/g1
O Galaxy A57 também tem três lentes, com 50 MP na principal, 12 MP na grande angular e 5 MP para fotos em macro.
O Realme 16 é o mais básico, com uma lente principal de 50 MP e uma de 2 MP para ajudar no modo retrato com fundo desfocado.
Foto em modo automático: Jovi V70 e Moto Edge 70 Pro na fileira de cima; Oppo Reno 16, Realme 16 e Samsung Galaxy A57 na fileira inferior
Henrique Martin/g1
As selfies tiveram resultados medianos – Motorola e Samsung ficaram mais equilibrados, mas o da Oppo ficou com a luz mais estourada, quase como se tivesse com filtro de embelezamento ligado.
Selfies em modo retrato, da esquerda para a direita: Jovi V70, Moto Edge 70 Pro, Oppo Reno 16, Realme 16 e Samsung Galaxy A57
Henrique Martin/g1
Conclusão
O preço é um fator decisivo de compra para quem busca um celular intermediário. O consumidor precisa de um produto durável e com valor equivalente à categoria.
Nesse sentido, o Guia de Compras acompanha os valores de celulares e pode afirmar que marcas mais consolidadas no Brasil, como Motorola e Samsung, tendem a derrubar mais seus preços ao longo do tempo.
As demais, chinesas e mais novatas no país, demoram mais a fazer isso.
Uma pesquisa de valores em outubro nas principais lojas da internet comprovou essa situação: apesar de o Moto 70 Edge Pro sair por R$ 4.499 no lançamento em maio, ele já estava na faixa dos R$ 3.200 no começo deste mês.
O Galaxy A57 foi lançado em abril deste ano por R$ 3.600, mas já dá para encontrar entre R$ 2.000 e R$ 2.400, dependendo da loja.
Jovi V70: aposta em bateria de longa duração e câmera de 200 MP, com configurações que poderiam ser mais avançadas pelo preço.
Moto Edge 70 Pro: é o mais potente e completo da seleção. Fica como segunda opção em custo/benefício.
Oppo Reno 16: tenta equilibrar desempenho, câmeras e formato mais compacto, mas é mais caro que um iPhone 16, mesmo após a redução do preço do lançamento.
Realme 16: prioriza bateria grande, design e preço mais baixo. As configurações são inferiores às dos concorrentes.
Samsung Galaxy A57: entrega boa agilidade e preço competitivo, sendo o melhor custo/benefício do teste.
Como foram feitos os testes
Para os testes de desempenho, foram utilizados três aplicativos: PC Mark e 3D Mark, da UL Laboratories, e o GeekBench 7, da Primate Labs. Eles simulam tarefas cotidianas dos smartphones, como processamento de imagens, edição de textos, duração de bateria e navegação na web, entre outros.
Esses testes rodam em várias plataformas – como Android, iOS, Windows e MacOS – e permitem comparar o desempenho entre elas, criando um padrão para essa comparação.
Para as avaliações de bateria, as telas dos smartphones ficaram com o brilho automático ativado, com o teste em luz ambiente durante o dia.
A bateria foi carregada a 100% e o teste rodou por horas até atingir 20% de carga, quando é interrompido e mostra a duração estimada em horas/minutos.
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