Home Entretenimentodiretor mostra a memória da ditadura argentina

diretor mostra a memória da ditadura argentina

por edineymartinstorres

“Uma narrativa quase subjetiva”

O diretor recusa a reconstituição histórica convencional. Em entrevista a esta coluna, ele explicou o caminho que escolheu:

“Eu precisava encontrar uma narrativa que fosse o mais pessoal possível, quase subjetiva”, contou Bechis. “Minha preocupação maior no filme foi encontrar a maneira de contar com imagens e sons a história, sem tentar uma reconstrução histórica ou conto linear (…). Cheguei ao filme como uma urgência contemporânea, não como uma necessidade minha de contar uma história passada.”

O resultado é um filme que investiga o trauma do sobrevivente de forma imersiva, trazendo à tona a responsabilidade histórica da justiça e a permanência da memória coletiva na América Latina. Na sinopse, Mariano se hospeda com outras vítimas, e os reencontros reabrem memórias sem resolução. Como um dos poucos sobreviventes daquela tragédia, ele é obrigado a confrontar o que significa ter sobrevivido.

Reconhecimento em Veneza

“Retorno a Buenos Aires” disputou o Leão de Ouro no 83º Festival de Veneza. Fora da competição principal, o longa levou o prêmio Francesco Pasinetti de Melhor Filme, concedido pelo sindicato dos jornalistas cinematográficos italianos, e Adriano Giannini foi eleito Melhor Ator. Após a sessão oficial, na sexta-feira (11), o filme foi aplaudido por 14 minutos.

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