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Bitcoin cai abaixo de R$ 400 mil, menor preço em 15 meses

por edineymartinstorres

O preço do Bitcoin voltou a cair com força na tarde desta terça-feira (3), rompendo um nível psicológico importante para o mercado brasileiro e sendo negociado abaixo dos R$ 400.000 por unidade, patamar que não era visto há cerca de 15 meses.

Por volta das 15h30 (horário de Brasília), o Bitcoin era cotado a R$ 387.112, uma queda de 6,7% no acumulado de 24 horas, segundo dados do Portal do Bitcoin. Esse preço não é registrado desde 26 de outubro de 2024.

Apesar de o mercado de criptomoedas ser global, o Bitcoin é negociado em moeda local em diversas plataformas, seja em real no Brasil ou outras divisas em seus respectivos países. E isso traz um componente a mais que pode afetar seu preço, que é o câmbio.

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No caso do Brasil, o dólar atingiu recentemente sua menor cotação desde 2024 ante o real, chegando a valer R$ 5,18. Isso acaba se refletindo no preço do Bitcoin na moeda local.

Em dólares, o Bitcoin também iniciou uma forte queda nesta tarde, após esboçar ficar de lado mais cedo. No mesmo horário, o BTC tinha queda de 6%, cotado a US$ 73.800.

A queda desta tarde parece ter um motivo claro: o aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio, após novas ameaças dos Estados Unidos ao Irã em meio ao impasse nas negociações nucleares. O cenário se agravou após um incidente militar envolvendo os dois países. Um drone iraniano foi abatido no Mar Arábico depois de se aproximar de um porta-aviões americano que opera na região, de acordo com informações divulgadas até o momento.

Rony Szuster, head de research do Mercado Bitcoin (MB), avalia que o episódio eleva significativamente o nível de risco geopolítico, ao aumentar a possibilidade de um conflito direto no Oriente Médio e trazer impactos relevantes para os mercados, dada a importância estratégica da região e o papel do Irã como exportador de petróleo.

“O Bitcoin e outros criptoativos reagiram negativamente, refletindo a maior aversão ao risco, movimento que também atingiu outras classes de ativos, como as bolsas americanas. Diante disso, entendemos que os desdobramentos no Oriente Médio podem ser determinantes para o comportamento dos preços nas próximas horas e dias”, afirma Szuster.

Passagem de ciclo e fatores macroeconômicos

Porém, em um contexto mais amplo, especialistas destacam que o recuo mais geral atual ocorre em um cenário em que o ativo sofreu uma correção significativa após atingir máximas históricas no ciclo anterior, e movimentos macroeconômicos, como expectativas de juros mais altos e um dólar forte, pesam sobre ativos de risco como o Bitcoin.

O fato de tanto criptomoedas quanto mercados tradicionais estarem sob pressão reflete um sentimento mais cauteloso, em que investidores reavaliam posições diante de incertezas mais amplas no mercado global.

No entanto, analistas lembram que quedas de curto prazo não necessariamente representam uma mudança estrutural no ativo digital, que já passou por diversas fases de alta volatilidade ao longo de sua história de mais de uma década.

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