A expectativa dos investidores de criptomoedas de que o mercado retome uma tendência mais forte de alta ganhou força no sábado (14), impulsionada pela valorização do Bitcoin (BTC) e pelo desempenho expressivo de algumas das principais altcoins.
O Bitcoin voltou a negociar acima dos US$ 70 mil, em um movimento que ajudou a melhorar o sentimento geral do mercado. Ao mesmo tempo, diversas criptomoedas alternativas registraram ganhos de dois dígitos no período. Nesta manhã de domingo, o BTC é cotado em US$ 69.023,85; em reais, R$ 360.860,00, segundo dados do Portal do Bitcoin.
Segundo dados do CoinGecko, o XRP subiu 12%, alcançando US$ 1,58, caindo nesta manhã de domingo (15) para US$ 1,53. Já a Dogecoin (DOGE) avançou 19%, chegando a US$ 0,11 e recuando para US$ 0,10.
Entre os destaques de maior volatilidade, Pepecoin (PEPE) e Pi Network (PI) registraram altas de cerca de 30% no mesmo período, mas também passaram por correção, sendo negociadas no momento da escrita em US$ 0,00000465 e US$ 0,144, respectivamente.
O Ethereum (ETH), segunda maior criptomoeda do mercado, também mostrou força e passou a mirar novamente a região dos US$ 2.100, nível considerado psicológico por traders, até cair e se manter na casa dos US$ 2 mil.
O movimento reforça a percepção de que parte do capital está voltando ao setor, após semanas de maior cautela. Analistas destacam que a valorização simultânea de Bitcoin e altcoins costuma indicar aumento do apetite ao risco no mercado cripto, principalmente quando memecoins e projetos de menor capitalização lideram os ganhos.
Alavancagem em derivativos de Bitcoin
De acordo com o CoinDesk, o chefe de ativos digitais da BlackRock, Robert Mitchnick, afirmou que o uso excessivo de alavancagem em derivativos de Bitcoin está corroendo seu apelo como proteção estável para portfólios institucionais. Ele confirma que os fundamentos do Bitcoin — escassez e descentralização — seguem sólidos, mas a negociação atual se aproxima de uma “NASDAQ alavancada”, afastando investidores conservadores.
Mitchnick afirma que ETFs como o iShares Bitcoin ETF não são a principal causa de volatilidade; O problema, segundo ele, está nas plataformas de contratos futuros perpétuos, que ampliam as oscilações e elevam o risco estrutural para a adaptação institucional.
CryptoQuant aponta possível fundo estrutural do Bitcoin
De acordo com análise comentada pelo The Block com base em dados da CryptoQuant, o fundo “definitivo” do mercado de baixa do Bitcoin pode estar próximo de US$ 55 mil, nível associado ao chamado preço realizado — historicamente uma importante zona de suporte.
A empresa destaca que fundos de ciclos de baixa costumam levar meses para se formar, e não ocorrem em um único evento de capitulação. Apesar das fortes perdas recentes em determinados dias, os indicadores ainda não atingiram níveis típicos de fundo estrutural.
A CryptoQuant também observa que métricas como Market Value to Realized Value (MVRV) e Net Unrealized Profit/Loss (NUPL) ainda não entraram nas zonas extremas vistas em mínimas de ciclos anteriores, enquanto investidores de longo prazo seguem vendendo perto do ponto de equilíbrio, e não com grandes prejuízos históricos.
Além disso, o banco Standard Chartered revisou recentemente sua visão de curto prazo, afirmando que o Bitcoin ainda poderia testar US$ 50 mil antes de retomar a trajetória de alta ao longo do ano.
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