Home CriptomoedasBitcoin teve maior perda realizada da história durante queda na semana passada; entenda

Bitcoin teve maior perda realizada da história durante queda na semana passada; entenda

por edineymartinstorres

A forte correção do Bitcoin na semana passada não apenas derrubou o preço da criptomoeda para US$ 60 mil no dia 5 de fevereiro, como também marcou um recorde negativo histórico: a maior perda realizada já registrada na rede desde a criação do BTC.

Segundo dados da Glassnode, a chamada Entity-Adjusted Realized Loss — métrica que calcula o valor, em dólares, das moedas movimentadas com prejuízo (ou seja, vendidas abaixo do preço de compra), desconsiderando transferências internas entre carteiras da mesma entidade — atingiu US$ 3,2 bilhões. É o maior número já observado na história do Bitcoin.

O volume supera até mesmo os momentos mais dramáticos de 2022, incluindo o colapso da LUNA, quando a perda realizada chegou a US$ 2,7 bilhões.

A perda realizada acontece quando um investidor vende Bitcoin por um preço inferior ao que pagou. Diferentemente das perdas “no papel” (quando o preço cai, mas o investidor ainda não vendeu), aqui o prejuízo é efetivamente consolidado.

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De acordo com a plataforma de dados Checkonchain, o movimento da semana passada preenche todos os critérios de um “evento clássico de capitulação”. A empresa destacou que a queda ocorreu de forma rápida, com forte volume de negociação, e concentrou perdas principalmente entre investidores de menor convicção, ou seja, aqueles que entraram recentemente ou que não estavam dispostos a enfrentar maior volatilidade.

“As perdas líquidas diárias ultrapassaram US$ 1,5 bilhão, representando o maior prejuízo absoluto já cristalizado na história da rede”, apontou a análise.

Capitulação pode indicar fundo?

Eventos de capitulação costumam marcar momentos de estresse extremo no mercado. Historicamente, grandes ondas de realização de prejuízo ocorreram próximas a fundos de ciclo — embora isso não garanta uma reversão imediata.

A lógica é que, quando os investidores mais frágeis vendem sob pressão, o mercado passa a ser dominado por detentores de longo prazo, com maior convicção. Esse processo, no entanto, pode levar tempo até se refletir em uma recuperação consistente de preços.

Apesar da forte liquidação, o Bitcoin conseguiu se recuperar parcialmente após tocar os US$ 60 mil. No momento, a criptomoeda é negociada em torno de US$ 68 mil, ainda cerca de 45% abaixo do pico registrado em outubro.

Analistas destacam que, embora o tamanho das perdas realizadas seja recorde em termos absolutos, o mercado atual também é significativamente maior do que em ciclos anteriores. Ainda assim, o dado reforça o nível de estresse e medo que tomou conta dos investidores nas últimas semanas.

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