A BlackRock entrou com um pedido para criar um ETF de Ethereum com staking, permitindo que seus investidores obtenham rendimento passivo sobre seus aportes. A maior gestora de ativos do mundo registrou oficialmente, na terça-feira (17), a solicitação para lançar o produto por meio do formulário S-1.
O fundo começou a ser estruturado com a compra, por parte de uma afiliada da BlackRock, de 4.000 cotas iniciais a US$ 25 cada, totalizando US$ 100.000 em capital inicial para o trust.
Segundo o documento, o produto se chamará iShares Staked Ethereum Trust ETF, será negociado sob o ticker ETHB e pretende realizar staking da maior parte possível do ether mantido pelo fundo. A empresa afirma que, em condições normais de mercado, será possível manter entre 70% e 95% da reserva em staking.
Além disso, o rendimento estimado é de cerca de 3% ao ano, com base em análises de mercado realizadas no início deste ano na rede Ethereum, embora diversas variáveis possam alterar esse cenário.
“Esses intervalos históricos descrevem condições médias da rede nesses períodos e não garantem resultados futuros”, afirmou a BlackRock, destacando que as recompensas tendem a diminuir à medida que cresce a participação de validadores na rede.
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O novo documento indica uma taxa de administração de 0,25% ao ano, com redução promocional para 0,12% sobre os primeiros US$ 2,5 bilhões em ativos sob gestão durante os 12 primeiros meses após o lançamento.
O produto também reservará 18% das recompensas brutas de staking para o patrocinador, BlackRock, e para o agente de execução, Coinbase Prime. As recompensas líquidas restantes serão destinadas ao fundo e, consequentemente, aos acionistas.
Entre 5% e 30% do total de ETH do fundo permanecerá fora do staking para atender a necessidades operacionais, além de facilitar processos de criação e resgate de cotas.
O que é staking?
Staking é o processo de bloquear criptomoedas em uma rede blockchain que utiliza o mecanismo de consenso conhecido como Proof of Stake. Ao fazer staking, o investidor contribui para a validação de transações e para a segurança da rede. Em troca, recebe recompensas periódicas, geralmente pagas na própria criptomoeda utilizada.
No caso do Ethereum, o staking envolve a participação como validador ou a delegação de tokens a validadores, permitindo a geração de rendimento passivo enquanto os ativos permanecem bloqueados na rede.
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