Home CriptomoedasCEO da Coinbase lucrou US$ 545 milhões vendendo 1,5 milhão de ações no mercado

CEO da Coinbase lucrou US$ 545 milhões vendendo 1,5 milhão de ações no mercado

por edineymartinstorres

O CEO da Coinbase, Brian Armstrong, vendeu cerca de US$ 545,7 milhões em papéis da companhia nos últimos nove meses, segundo informações de Matthew Sigel, chefe de pesquisa em ativos digitais da gestora VanEck, com base em dados de preços da Bloomberg.

Segundo ele, Armstrong vendeu mais de 1,5 milhão de ações entre abril de 2025 e janeiro de 2026. A notícia fez as ações da Coinbase (COIN) caírem 5,7% na quarta-feira (11), encerrando cotadas a US$ 153,20.

A maior venda individual ocorreu em 25 de junho de 2025, quando o executivo se desfez de 336.265 ações ao preço de US$ 355,37 cada. As vendas, no entanto, não ficaram restritas ao ano passado: em 5 de janeiro de 2026, Armstrong ainda negociava 40 mil ações a US$ 254,92 por papel, a transação mais recente registrada até o momento.

A Coinbase irá divulgar seus resultados do quarto trimestre e do ano cheio nesta quinta-feira (12), em meio a um cenário de queda no mercado cripto e redução no volume de negociações, fatores que pressionam as receitas da exchange.

Leia também: Coinbase sofre recorde de liquidação de empréstimos após queda do Bitcoin

As vendas de Armstrong também coincidem com uma deterioração significativa de sua fortuna pessoal. De acordo com reportagem da Bloomberg, o executivo deixou o índice de bilionários após sua riqueza cair mais de US$ 10 bilhões desde o pico de US$ 17,7 bilhões registrado em julho de 2025. Atualmente, seu patrimônio é estimado em cerca de US$ 7,5 bilhões, majoritariamente ligado à sua participação de 14% na Coinbase, empresa que cofundou em 2012.

Movimento não é isolado

Armstrong não é o único grande investidor reduzindo exposição na Coinbase. No último dia 5 de fevereiro, a gestora Ark Invest, comandada por Cathie Wood, vendeu cerca de US$ 17,4 milhões em ações da empresa em seus ETFs. No mesmo período, a Ark direcionou US$ 17,8 milhões para a Bullish, uma exchange concorrente de ativos digitais.

O movimento ocorre apesar de revisões positivas por parte de alguns analistas. Em 5 de janeiro, o Goldman Sachs elevou a recomendação das ações da Coinbase de neutra para compra, com preço-alvo de US$ 303 (uma alta de 100% sobre o preço atual). O banco destacou o crescimento das receitas não relacionadas a trading — como serviços institucionais e infraestrutura — como fator que pode amortecer os ciclos de baixa do mercado cripto.

Já o JPMorgan adotou postura mais cautelosa e reduziu seu preço-alvo para a empresa em 27%, citando volumes de negociação mais fracos, “suavização nos preços das criptomoedas” e desaceleração no crescimento do setor de stablecoins.

Novos produtos

Mesmo com a pressão sobre as ações e o ambiente mais desafiador para o setor, a Coinbase segue expandindo seu portfólio de produtos. Na quarta, a empresa lançou uma nova infraestrutura de carteira voltada para agentes autônomos de inteligência artificial.

Batizado de “Agentic Wallets”, o sistema permite que bots de IA mantenham fundos, realizem pagamentos, negociem tokens, obtenham rendimento e transacionem diretamente em redes blockchain — uma aposta na integração entre cripto e inteligência artificial.

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