Home CriptomoedasCEO pega 20 anos de prisão por aplicar golpe de R$ 1 bilhão com Bitcoin

CEO pega 20 anos de prisão por aplicar golpe de R$ 1 bilhão com Bitcoin

por edineymartinstorres

O empresário Ramil Ventura Palafox, fundador e CEO da Praetorian Group International (PGI), foi condenado a 20 anos de prisão por comandar um esquema Ponzi com Bitcoin que arrecadou mais de US$ 200 milhões (R$ 1 bilhão) e afetou mais de 90 mil investidores ao redor do mundo. A sentença foi anunciada na quinta-feira (12) pelas autoridades dos Estados Unidos.

Cidadão norte-americano e filipino, Palafox se declarou culpado em setembro do ano passado por acusações de fraude eletrônica e lavagem de dinheiro. Segundo o Departamento de Justiça dos EUA (DOJ), ele operava a PGI como presidente, diretor-executivo e principal promotor do negócio.

Entre dezembro de 2019 e outubro de 2021, o executivo prometia retornos diários entre 0,5% e 3% ao afirmar que a empresa realizava operações de trading de Bitcoin em alto volume. No entanto, as investigações mostraram que a companhia não executava negociações capazes de gerar os lucros prometidos. Em vez disso, utilizava recursos de novos investidores para pagar supostos rendimentos aos participantes anteriores, característica clássica de um esquema Ponzi.

De acordo com o DOJ, mais de 90 mil pessoas depositaram cerca de US$ 201 milhões na PGI durante o período investigado. O montante incluiu pelo menos US$ 30,3 milhões em dinheiro e 8.198 bitcoins, avaliados à época em aproximadamente US$ 171,5 milhões. As perdas diretas estimadas para os investidores somam pelo menos US$ 62,7 milhões.

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Por dentro da pirâmide financeira

As autoridades afirmam que Palafox mantinha um site e um portal online da PGI que exibiam falsamente ganhos constantes nas contas dos clientes, criando a impressão de que os investimentos estavam seguros e em crescimento.

“Palafox manteve um website e um portal online da PGI que exibiam ganhos constantes de forma enganosa, levando as vítimas a acreditar que suas contas estavam crescendo e seguras”, informou o Departamento de Justiça em comunicado.

Parte relevante dos recursos captados foi desviada para gastos pessoais. Segundo a acusação, o executivo utilizou aproximadamente US$ 3 milhões na compra de 20 veículos de luxo, US$ 329 mil em coberturas de hotéis de alto padrão, mais de US$ 6 milhões na aquisição de quatro imóveis em Las Vegas e Los Angeles e outros US$ 3 milhões em roupas, relógios, joias e itens de luxo de marcas como Gucci, Cartier, Rolex e Hermès.

Além disso, teria transferido pelo menos US$ 800 mil em dinheiro e 100 bitcoins — avaliados em US$ 3,3 milhões à época — para um familiar.

Como parte do acordo judicial, Palafox concordou em pagar US$ 62,7 milhões em restituição às vítimas. O Departamento de Justiça informou que os investidores prejudicados poderão ter direito a receber valores por meio de procedimentos conduzidos pelo FBI.

O caso se soma a uma série de fraudes envolvendo criptomoedas que ganharam força durante o ciclo de alta do mercado entre 2020 e 2021, período marcado por promessas de retornos elevados e crescimento acelerado do setor. A condenação reforça o alerta das autoridades para que investidores redobrem a cautela diante de ofertas de lucros garantidos ou rendimentos acima da média do mercado.

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