Os Emirados Árabes Unidos já produziram aproximadamente US$ 450 milhões (R$ 2,3 bilhões) em Bitcoin por meio de operações de mineração vinculadas ao grupo real do país, consolidando uma das maiores iniciativas soberanas em criptomoeda do mundo.
Dados onchain da Arkham indicam que carteiras associadas ao Royal Group detêm cerca de 6.782 BTC. Desconsiderando custos operacionais, o lucro não realizado é estimado em US$ 344 milhões, reflexo de anos de mineração em larga escala com custo médio inferior ao preço de mercado.
Nos últimos sete dias, a operação minerou cerca de 4,2 BTC por dia, sinalizando que a infraestrutura segue ativa mesmo após a correção do preço do Bitcoin desde as máximas do fim de 2025. Diferentemente de países como Estados Unidos e Reino Unido — cujas reservas vêm majoritariamente de apreensões judiciais —, o estoque dos Emirados é fruto de mineração contínua.
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O projeto ganhou força em 2022, quando a Citadel Mining, ligada à família real de Abu Dhabi por meio da International Holding Company, construiu grandes instalações na Ilha Al Reem. Em 2023, a MARA Holdings firmou parceria com a empresa Zero Two, de Abu Dhabi, para desenvolver 250 megawatts de capacidade de mineração com resfriamento por imersão — uma das maiores implantações da região.
Ao manter a maior parte do que minera, o país converte energia e infraestrutura em uma reserva digital estratégica, acumulando durante períodos de baixa, enquanto muitos mineradores privados foram forçados a vender.
Estoque de Bitcoin já foi maior
O estoque de Bitcoin do país já foi maior. Dados de agosto do ano passado revelaram que as carteiras vinculadas aos Emirados somavam mais de US$ 700 milhões em BTC quando o preço estava em níveis mais elevados.
Segundo a Arkham, a diferença atual reflete a atualização no rastreamento das carteiras e a queda do mercado, não vendas relevantes — as últimas movimentações significativas ocorreram há cerca de quatro meses.
O país já teria minerado mais de 9.300 BTC na época, posicionando-se entre os maiores detentores soberanos acompanhados por plataformas especializadas como a Arkaham.
Os Emirados Árabes Unidos, contudo, não são a única entidade soberana a minerar Bitcoin. O governo do Butão, por meio de seu braço de investimentos, a Druk Holding & Investments, iniciou a mineração em 2020, utilizando os recursos hidrelétricos do país.
No auge, o Butão acumulou mais de US$ 1 bilhão em Bitcoin, com a Arkham identificando suas reservas pela primeira vez em setembro de 2024, em pouco mais de 13.000 BTC. Atualmente, o país mantém 5.600 BTC, avaliados em US$ 371 milhões.
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