A decisão provocou repercussão imediata no meio cinematográfico e nas redes sociais, culminando na saída de Jenna Ortega do projeto, em apoio à colega, além do desligamento do diretor responsável pelos filmes anteriores. O episódio levou a uma reestruturação completa do elenco e da equipe criativa de “Pânico 7”.
Para Sadovski, a decisão de expulsar a atriz é “controvertida”, já que, para ele, a atriz “falou simplesmente da realidade da guerra”. “Isso não pegou bem com a Ortega, ela falou ‘se ela sai, eu saio também’, e o diretor que estava tocando os filmes até ali falou ‘eu saio também’. Rolou uma correção e mudança de cadeiras ali”, explicou ele.
Nesse rearranjo, a volta de Neve Campbell foi viabilizada com um novo acordo financeiro, após a atriz ter ficado fora do sexto filme por discordar do cachê oferecido.
O resultado é um “Pânico 7” que combina nostalgia, reposicionamento criativo e uma crise política e cultural que ultrapassa o cinema. “É o mundo entrando no cinema e o cinema entrando no mundo. Não dá mais para separar”, resume a colunista Flávia Guerra.
Sadovski acrescenta que o filme também representa “uma volta às origens da série”, tanto pela presença de Campbell quanto pela ascensão de Williamson à direção.
“O Wes Craven fez os quatro primeiros, entregou para uma turma no 5 e no 6, e agora o 7 vem com o Williamson tomando esse lugar”, afirmou ele.