Apesar do temor da atriz e da rejeição inicial do público, produzir uma continuação de “Avenida Brasil” pode se mostrar um grande acerto por duas razões principais. A primeira delas é comercial. A novela de João Emanuel Carneio ainda permanece muito viva na memória do brasileiro e, uma possível sequência da saga de Carminha, Tufão e Nina, vai despertar o interesse de marcas interessadas em anunciar no intervalo ou em merchandising dentro da trama.
A segunda razão que justifica uma parte 2 de “Avenida Brasil” é mercadológica. A novela foi vendida para mais de 140 países e ganhou um remake na Turquia que foi batizado de “Leyla”, que estreia em novembro no Globoplay Novelas (antigo Canal Viva). A sequência de “Avenida Brasil” deve ser recebida com entusiasmo fora do Brasil e gerar novos negócios para a Globo.
O grande desafio da Globo será produzir uma história que consiga capturar o espírito do tempo tão bem quanto “Avenida Brasil” fez em 2012. Mais do que uma trama bem estruturada e com personagens bem desenvolvidos, o fenômeno de “Avenida Brasil” se deve por ter conseguido fazer uma leitura bem interessante sobre a sociedade no início da década passada.
Se João Emanuel Carneiro repetirá esse feito ainda é cedo para dizer, mas precisamos torcer para que ele entregue, pelo menos, uma novela tão eletrizante quanto foi “Avenida Brasil” ou, no mínimo, algo mais interessante que “Mania de Você”.