Dois israelenses foram acusados de usar informações sigilosas para fazer apostas sobre operações militares do país na plataforma Polymarket.
Os israelenses — um reservista das Forças de Defesa de Israel (IDF) e um civil — foram denunciados por crimes graves de segurança, suborno e obstrução da Justiça, segundo a imprensa local.
Promotores alegam que o reservista teve acesso a informações confidenciais sobre o ataque planejado por Israel ao Irã em junho de 2025 e, em seguida, compartilhou o conteúdo com o civil para que fossem feitas múltiplas apostas na Polymarket.
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A maior parte dos dados que poderiam identificar os acusados permanece sob sigilo, mas os promotores afirmam que eles não ocupam cargos de alto escalão em nenhum órgão militar ou governamental.
Um dos advogados de defesa, no entanto, descreveu seu cliente como “um indivíduo altamente respeitado que fez uma contribuição significativa para a segurança de Israel”. O advogado sustentou que as acusações são “impróprias” e configuram “aplicação seletiva da lei”.
Em comunicado conjunto sobre o caso, o Shin Bet — agência de contrainteligência de Israel — e a Polícia de Israel mencionaram a prisão de “vários suspeitos” e múltiplos “reservistas” em conexão com negociações na Polymarket baseadas em informações privilegiadas sobre atividades militares do país. Até o momento, porém, nenhum outro caso foi tornado público.
As autoridades afirmaram que as apostas na Polymarket representam “um risco real à segurança das operações das IDF e à segurança do Estado” e que são tratadas pelo governo israelense “com a máxima severidade”.
A Polymarket não respondeu imediatamente ao pedido de comentário da Decrypt sobre as prisões ou sobre se as negociações em questão teriam violado os termos de uso da plataforma.
A Polymarket já deu a entender anteriormente que vê com bons olhos a proliferação de negociações com informação privilegiada em sua plataforma, alegando que esse tipo de atividade aumenta a precisão dos mercados.
Sua principal concorrente nos Estados Unidos, a Kalshi, tem buscado se posicionar como mais alinhada às exigências legais. Na semana passada, o CEO da empresa, Tarek Mansour, fez uma longa declaração pública sobre a proibição de uso de informação privilegiada na plataforma.
No entanto, dias depois, pessoas com informações antecipadas aparentemente acertaram diversas apostas em mercados de previsão sobre participações surpresa durante o show do intervalo do Super Bowl. Pouco depois, em entrevista à CNBC, Mansour teve dificuldade para responder, ao ser questionado sobre quem a Kalshi consideraria “insider” nessa situação — dançarinos de apoio, cinegrafistas — e se a plataforma adotou medidas para impedir esse tipo de negociação.
* Traduzido e editado com autorização do Decrypt.
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