Sadovski afirma ainda que o impacto do filme começou antes da corrida pelo Oscar: “Quando ele foi exibido em festivais, já fazia barulho muito antes da temporada.”
Um dos pontos destacados é a encenação naturalista, construída fora dos grandes estúdios. “Criar o filme fora dos grandes centros e fora de grandes estúdios já é algo muito diferente”, afirmou ele. “Se ninguém dissesse que aquilo era um set, a pessoa ia achar que era só uma vila antiga no meio da Inglaterra.”
Essa opção estética resulta numa naturalidade que Sadovski considera rara. “Como direção, é muito difícil pegar algo que está no papel e criar uma coisa tão organicamente natural.”
Para Yuri Moraes, porém, o filme peca por um excesso de segurança narrativa. O apresentador acredita que o longa “pega o espectador pela mão” e indica o tempo todo o que deve ser sentido. Sadovski discorda: “Isso é característica de um bom diretor, que sabe exatamente o que quer e sabe conduzir o espectador.”
Ambientado na Inglaterra elisabetana, Hamnet trata de temas universais, como luto e maternidade. “Hamnet fala de coisas muito fáceis de qualquer pessoa entender e se conectar”, diz Sadovski.