O token ZRO, da LayerZero, opera em forte alta nesta quarta-feira (11), com valorização superior a 34% nas últimas 24 horas, sendo negociado na faixa de US$ 2,33, segundo dados do CoinGecko. No acumulado de sete dias, o avanço passa de 27%.
O movimento ocorre após duas notícias relevantes envolvendo a empresa por trás do protocolo de interoperabilidade: um investimento estratégico da Tether e o apoio de gigantes de infraestrutura financeira, incluindo a Citadel, no desenvolvimento de uma nova blockchain chamada “Zero”.
Tether investe na LayerZero
A Tether, emissora da stablecoin USDT, anunciou na terça-feira (10) que realizou um investimento estratégico na LayerZero Labs. O valor do aporte não foi divulgado.
A infraestrutura da LayerZero já é utilizada na criação do USDT0, versão “omnichain” da famosa stablecoin da Tether, USDT, que permite a movimentação do token entre diferentes blockchains mesmo quando o USDT não é emitido nativamente nessas redes.
Segundo a Tether, desde o início de 2025 o USDT0 já movimentou mais de US$ 70 bilhões em transferências cross-chain, mantendo lastro 1:1 com o USDT tradicional.
O CEO da Tether, Paolo Ardoino, afirmou que a tecnologia de interoperabilidade da LayerZero permite transferências de ativos digitais em tempo real entre diferentes camadas e registros distribuídos, ampliando a utilidade financeira dos criptoativos.
A empresa também destacou que a infraestrutura pode ser relevante para agentes de IA operarem carteiras autônomas e realizarem transações com stablecoins em escala.
Nos últimos meses, a Tether tem ampliado sua atuação como investidora estratégica no setor, com aportes em infraestrutura de liquidação e outros negócios ligados a ativos digitais.
Citadel, DTCC e ICE apoiam nova blockchain “Zero”
Além do investimento da Tether, a LayerZero anunciou que está desenvolvendo uma nova blockchain chamada “Zero”, com apoio de instituições como Citadel Securities, DTCC (Depository Trust & Clearing Corporation) e Intercontinental Exchange (ICE).
De acordo com informações divulgadas em comunicado, as instituições estão avaliando se a nova rede pode atender às demandas de trading de alta performance, compensação, liquidação e tokenização de ativos tradicionais.
A proposta da Zero é enfrentar o chamado “trilema das blockchains” — a dificuldade de escalar redes sem comprometer segurança ou descentralização. A empresa descreve o projeto como a primeira blockchain “heterogênea”, modelo em que nem todos os participantes precisam processar as mesmas transações, o que permitiria dividir a carga de trabalho e ampliar significativamente a capacidade da rede.
Segundo a LayerZero, a arquitetura poderia alcançar até 2 milhões de transações por segundo em múltiplos ambientes. Os números, no entanto, não foram verificados de forma independente, conforme destacou o Decrypt.
A previsão é que a Zero seja lançada no segundo semestre de 2026, inicialmente com três ambientes permissionless voltados para contratos inteligentes, pagamentos e negociação de ativos.
O token ZRO, que funciona como ativo de governança da LayerZero, deve ser utilizado na coordenação da rede e na conexão com mais de 165 blockchains já integradas ao protocolo.
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