Uma manifestação pacífica na Cidade do México terminou em confronto neste sábado (15).
A marcha, que reuniu milhares de manifestantes na Paseo de la Reforma — uma das principais avenidas da capital mexicana — protestava contra o governo da presidente Claudia Sheinbaum e contra o aumento dos casos de violência, incluindo o assassinato do prefeito de Uruapan, Carlos Manzo.
Segundo a mídia internacional, as tensões escalaram no começo da tarde, quando alguns jovens escalaram uma das barreiras metálicas que cercavam o Palácio Nacional e começaram a golpear a estrutura, com o objetivo de derrubá-la.
Policiais e militares que acompanhavam o protesto teriam reagido com gás lacrimogêneo e pó de pólvora para dispersar os manifestantes, que por sua vez responderam lançando fogos de artifício em direção aos policiais.
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Perto das 13h, protestantes e pessoas encapuzadas conseguiram abrir uma brecha na cerca metálica e passaram a tentar invadir o Palácio Nacional. A polícia que guardava o perímetro começou a atirar pedras nos manifestantes. Alguns ficaram feridos e foram atendidos por médicos que também participavam do protesto.
Com a escalada das tensões, mais policiais da Secretaria de Segurança Cidadã chegaram ao local e passaram a agredir os manifestantes, que em poucos minutos deixaram o local.
O protesto foi organizado principalmente por grupos de jovens — motivo pelo qual a manifestação ficou conhecida no país como a “marcha da Geração Z”. Segundo a agência de notícias France Presse, no entanto, pessoas de várias idades participavam.
*Esta reportagem está em atualização
Manifestantes avançam contra a polícia durante marcha na Cidade do México.
Marco Ugarte/AP Photo
'Marcha da Geração Z': manifestação contra governo e aumento da violência acaba em confronto no México
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