O diretor João Wainer explica que a proposta do filme é mostrar como a personalidade de Zico moldou seu sucesso esportivo. “Quando você entende o Zico como ser humano, você começa a entender por que ele foi tão bom dentro de campo”, afirma Wainer. Essa perspectiva humanizada é reforçada por depoimentos de familiares, amigos e companheiros de equipe, como Milton Cruz, que destaca a humildade do ídolo fora dos gramados, além de depoimentos de Ronaldo Fenômeno, Junior, do técnico Parreira e muitos outros craques.
A produção, que passou pelo Brasil e pelo Japão, resgata a revolução que Zico promoveu no futebol asiático e sua conexão eterna com o Flamengo. No Japão, Zico é considerado o grande arquiteto do futebol daquele país, transformando o Kashima Antlers em potência e profissionalizando o esporte no país. Reverenciado por lá como “Deus do Futebol”, o craque foi um pilar fundamental também para o desenvolvimento da seleção do Japão.
Mais do que um filme para flamenguistas, o documentário busca alcançar todos os amantes do esporte. Como o próprio Zico pontuou, a obra é sobre uma história de dedicação e caráter que transcende a idolatria clubística. “Zico: O Samurai de Quintino” é, acima de tudo, uma jornada sobre os valores que transformaram um menino do subúrbio carioca em um legado mundial.
