Home CriptomoedasOuro protege nas quedas, Bitcoin brilha na alta, afirma Bitwise

Ouro protege nas quedas, Bitcoin brilha na alta, afirma Bitwise

por edineymartinstorres

O ouro e o Bitcoin funcionam de forma mais eficaz quando estão juntos no mesmo portfólio, defendeu um executivo da Bitwise.

Falando no Digital Assets Forum em Londres, Bradley Duke, diretor-gerente e chefe da Europa da gestora de ativos digitais, disse que o ouro “é uma proteção melhor” quando os mercados estão em queda, enquanto o BTC oferece maior potencial de alta durante as recuperações.

“Um está mais relacionado ao risco de alta e o outro protege mais contra o lado negativo da incerteza”, afirmou Duke.

O executivo da Bitwise falou durante um painel que analisava se os ciclos de quatro anos das criptomoedas estariam mortos. De forma simbólica, a discussão ocorreu na quinta-feira, quando o Bitcoin caiu para quase US$ 60 mil durante uma forte correção.

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A analogia do Bitcoin como “ouro digital” vem sendo questionada recentemente, já que os dois ativos seguem caminhos opostos. Enquanto o metal precioso disparou 46% nos últimos seis meses, atingindo uma nova máxima histórica, a maior criptomoeda do mundo recuou 40% no mesmo período.

Ao ser questionado sobre por que o ouro tem sido mais procurado do que o Bitcoin ultimamente, Duke apontou para a “memória muscular”, já que investidores buscam um ativo de proteção que existe há milhares de anos.

“Alocadores e países compram ouro dessa forma há centenas de anos e continuarão fazendo isso até que exista confiança estabelecida nesse novo dinheiro melhor, que é o Bitcoin”, acrescentou. “Mas isso leva tempo.”

O “ciclo de quatro anos” do Bitcoin

Até recentemente, muitos analistas acreditavam que o BTC operava em ciclos de quatro anos de alta e baixa, impulsionados pelos chamados “halvings”, quando o fornecimento de novos bitcoins no mercado cai permanentemente pela metade. O último ocorreu em 2024, e o próximo é esperado para abril de 2028.

Mas, segundo os participantes do painel, a importância dos halvings diminuiu — principalmente porque a maior parte dos 21 milhões de Bitcoins que existirão já está em circulação — e os volumes vindos de fundos negociados em bolsa também têm suavizado a volatilidade desse ativo digital.

Anatoly Crachilov, CEO da Nickel Digital, disse que a oferta de novos BTC foi “completamente ofuscada pelos fluxos dos ETFs, pelas operações de arbitragem e pelas aquisições de tesouraria”.

Duke argumentou que o Bitcoin estava “amadurecendo” e “se estruturando para se tornar um ativo macro de longo prazo”. Inicialmente, os únicos investidores em Bitcoin eram “cypherpunks e o que hoje chamamos de OGs”, acrescentou; “hoje vemos Estados soberanos investindo em Bitcoin”.

Matthew Le Merle, sócio-gerente da Fifth Era Blockchain Coinvestors, admitiu que a recente retração do Bitcoin foi “muito desafiadora”, especialmente para quem comprou no topo.

No entanto, ele argumentou que a questão mais urgente é transformar o Bitcoin em “um dinheiro global peer-to-peer” em um momento em que existem apenas alguns milhares de desenvolvedores de blockchain de alto nível no mundo, e muitos correm o risco de migrar para setores alternativos, como a inteligência artificial.

“Se você está investindo porque acha que consegue acertar o timing do mercado, porque acredita que existe um ciclo e quer negociar para ganhar dinheiro rápido, está na sala errada”, alertou. “Não é disso que se trata.”

* Traduzido e editado com autorização do Decrypt.

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