Os fãs de “Wicked: Parte 2” podem estranhar a ausência dos icônicos sapatos de rubi de Dorothy que marcaram a versão cinematográfica de 1939 de “O Mágico de Oz”. A escolha pelos calçados prateados, no entanto, não é uma licença artística, mas uma decisão pautada na legislação de direitos autorais.
O que aconteceu
A justificativa histórica é que, no livro original de L. Frank Baum, publicado em 1900, os sapatos mágicos herdados por Dorothy da Bruxa Má do Leste eram, de fato, prateados. A alteração para a vibrante cor rubi foi uma criação do roteirista Noel Langley para o filme da MGM. Acredita-se que a mudança foi feita para aproveitar ao máximo a então revolucionária tecnologia Technicolor, garantindo que os sapatos se destacassem visualmente na tela.
No entanto, é a questão legal que define as adaptações atuais. O livro original de Baum já se encontra em domínio público, permitindo que qualquer produtora crie novas versões sem custos de licença. Já o filme de 1939, após uma renovação de copyright em 1967, tem seus elementos exclusivos, incluindo os sapatos de rubi, protegidos por lei até o ano de 2035.