A nova queda do Bitcoin nesta terça-feira (24) para seu menor preço desde outubro de 2024, em US$ 62,8 mil, confirma o que ainda estava no campo do debate: a criptomoeda está no meio de um período de baixa prolongada, também conhecido como bear market.
A maior criptomoeda do mercado já caiu cerca de 50% da sua máxima histórica de US$ 126 mil registrada em outubro do ano passado e, nesse momento de incerteza, é natural que investidores se perguntem se o preço vai cair ou subir amanhã. Mas, para o analista de Research do MB | Mercado Bitcoin, Pedro Fontes, essa não é a pergunta correta: “A questão é: em que parte da tempestade estamos?”
O histórico do Bitcoin serve como bússula para esse cenário. Nos últimos três ciclos de baixa, como os registrados entre 2013–2015, 2018–2019 e 2021–2022, o mercado levou cerca de 12 a 13 meses para encontrar um fundo. Caso o ciclo atual siga esse comportamento, a pressão de queda sobre o Bitcoin pode continuar até outubro de 2026.
O “inverno cripto” atual do Bitcoin, no entanto, apresenta diferenças com eventos do passado, uma vez que o ecossistema está mais maduro e o que pressiona o mercado hoje são fatores externos.
Na visão do analista do MB, desde o início do novo mandato de Donald Trump nos EUA, o mundo tem lidado com tarifas comerciais agressivas; conflitos institucionais internos; disputas judiciais envolvendo decisões tarifárias; e tensão geopolítica com China, Irã e outros países.
“É como se o mercado estivesse dirigindo numa estrada com neblina densa. E quando há neblina as pessoas reduzem a velocidade ou até mesmo param o carro de vez. Isso em termos de mercado é como correr para o que consideram mais seguro naquele exato momento, perdem perspectiva do futuro. Nesse caso, o ouro se beneficiou muito da incerteza e isso explica por que o Bitcoin contra o ouro sofreu mais do que contra o dólar”, contextualiza Fontes.
Luz no fim do túnel
Apesar do cenário de incerteza, o momento pode servir como oportunidade para os investidores com visão no longo prazo. “Estamos na parte do ciclo onde historicamente se constroem os melhores preços médios”, afirma Fontes.
Uma análise alternativa que compara o Bitcoin ao ouro sugere que o pior pode estar mais próximo do fim. “Se seguirmos o padrão histórico medido em ouro, o fundo poderia ocorrer por volta de fevereiro de 2026, com possível recuperação a partir de março.”

Além disso, os ETFs de Bitcoin registraram saídas expressivas desde o topo, totalizando bilhões de dólares, o que aumenta a pressão vendedora no curto prazo. Ainda assim, grandes investidores, as chamadas “baleias”, seguem acumulando posições. Um exemplo é a Mubadala Investment Company, que ampliou sua exposição ao ativo com investimentos bilionários.
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O sentimento do mercado também chama atenção. Indicadores apontam níveis de “medo extremo”, historicamente associados a momentos de oportunidade — embora não garantam que o fundo já tenha sido atingido.
O que fazer agora?
Diante desse cenário, a recomendação de Fontes é evitar tentar acertar o fundo exato. “Não se trata de acertar o fundo ou o topo do mercado, mas de construir posição com inteligência: acumular aos poucos em momentos de medo e realizar lucros gradualmente na euforia pode render múltiplos consistentes com menos estresse — estratégia supera a ilusão de perfeição.”
No fim das contas, conclui o especialista do MB, “o comportamento do Bitcoin continua seguindo ciclos, e, como já mostrou o passado, os períodos de maior pessimismo costumam ser justamente aqueles em que surgem as melhores oportunidades”.
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