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[Review] Ghetto Zombies diverte, mas é simples até demais

por edineymartinstorres

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esenvolvido pelo estúdio brasileiro Fogo Games, Ghetto Zombies é um jogo que chega com uma proposta bem simples de matar zumbis com charmosos gráficos no estilo pixel art com uma jogabilidade inspirada em clássicos do ação com visão top-down.

O Flow Games recebeu uma unidade do Ghetto Zombies para review e, após matar zumbis das mais diversas formas, conta a seguir o que achou do jogo. Confira!

Ghetto Zombies conta com bons personagens

O Ghetto Zombies traz a história da Vila Fundinho, uma região no Brasil que tinha dias pacíficos até que uma grande catástrofe começou a dar lugar ao caos com humanos sendo transformados em zumbis.

Com o tempo passando, a Vila Fundinho voltou a se tornar segura, mas ainda ficava perto de regiões tomadas por zumbis. Mas para a vila poder crescer, o professor Vara resolveu desenvolver armas especiais e jovens com poderes mutantes para combater os zumbis.

Imagem: Alvaro Neto/Flow Games

Honestamente, eu gostei bastante da premissa simples de Ghetto Zombies, mas um de seus problemas é que a história para de ganhar detalhes justamente em sua introdução. Dessa forma, tirando o que é visto no começo, a história só ganha um evento novo realmente quando ela é finalizada.

Os personagens possuem visuais bem distintos um dos outros, mas talvez não justifiquem a premissa contada. Ao serem mutantes, eu pelo menos esperava que eles tivessem habilidades especiais, mas na prática apenas os seus atributos, como vida e dano, são o que mudam podendo ser aprimorados no laboratório. Dessa forma, caso um personagem não seja utilizado com sua arma especial, apenas os atributos base acabam mudando.

Ghetto Zombies - personagens

Imagem: Alvaro Neto/Flow Games

Ghetto Zombies lembra jogos retro

Mas enquanto a história de Ghetto Zombies é muito simples, o jogo compensa com sua apresentação e belos gráficos em pixel art. Apesar das cidades não fazerem referências a pontos famosos, ela traz um visual que agrada tanto pelo estilo artístico quanto pela palheta de cores.

Os objetivos de cada cenário são bem simples e lembram muito o que vimos em jogos arcade mais antigos. Com um mundo que não é aberto, é necessário fazer grafites em alguns muros, obter uma chave e derrotar os zumbis para que a próxima área seja desbloqueada.

Ghetto Zombies - grafite

Imagem: Alvaro Neto/Flow Games

A variedade de zumbis não chega a ser o ponto forte do jogo, sendo que isso, infelizmente, se repete com os chefes. Sem querer dar qualquer spoiler, Ghetto Zombies tem 4 chefes, sendo que todos têm o mesmo nome apenas mudando sua versão (V1, V2, V3 e V4).

Ghetto Zombies - chefe

Imagem: Alvaro Neto/Flow Games

Até entendo que a equipe da Fogo Games decidiu dar versões para os chefes com a intenção de dar uma continuidade, mas, na prática, enfrentar um zumbi bem parecido com o anterior e com movimentos levemente diferentes não é algo que me cativou.

Ghetto Zombies traz grande arsenal e pouca munição

Uma parte em que não é possível reclamar de Ghetto Zombies é na quantidade de armas que temos à nossa disposição. Temos desde metralhadoras simples, até escopetas e armas capazes de fazer abelhas atacarem os zumbis.

Se por um lado o número de armas agrada, infelizmente, o seu balanceamento também deixa a desejar. Algumas armas até chegam a causar bastante dano, enquanto outras, como uma escopeta, às vezes não derrotam um simples zumbi com um tiro.

Ghetto Zombies - armas

Imagem: Alvaro Neto/Flow Games

Mas a pior parte na jogabilidade está no fato de estarmos com a munição sempre limitada. Enquanto os zumbis até deixam cair munição, nem sempre elas são do tipo que precisamos e o cenário traz um número de caçambas com armas aleatórias que não costumam ajudar tanto quanto poderiam.

As armas que dependem de munição especial podem ser recarregadas na base, mas não ter um sistema de compra de armas ou de evolução realmente faz falta em Ghetto Zombies.

Ghetto Zombies vale a pena?

Apesar de deslizar em alguns aspectos, Ghetto Zombies ainda consegue ser um jogo divertido, ainda mais ao levar em consideração que sua campanha leva apenas 5 horas para ser finalizada.

O grande número de armas e os gráficos em pixel art são alguns de seus principais diferenciais. No entanto, o que ainda faz falta são alguns ajustes finos na jogabilidade e mais modos de jogo, como um contra hordas infinitas de zumbis ou até mesmo um cooperativo.

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