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Reynaldo Gianecchini faça sobre sexualidade

por edineymartinstorres

O que te fez querer fazer “Um Dia Muito Especial”?

Eu sou apaixonado pelo cinema italiano, principalmente por esse filme. Eu estava, inclusive, na Itália quando recebi o convite. Acho um desafio gigante tirar algo do cinema e trazer para os palcos, até para atualizar. É instigante fazer um “filme no palco”.

Essa história é muito pertinente atualmente. Fala do encontro de um homem e uma mulher na época do fascismo na Itália, mas é sobre um encontro que transforma a vida deles, porque eles exercitam a escuta e o acolhimento. Eles são opostos, mas se ouvem. Precisamos falar sobre polarizações. Quando colocamos um olhar humano sobre o outro, a gente se transforma.

Seu personagem, Gabriele, é perseguido por sua sexualidade no contexto de Roma em 1938. De alguma forma, você também passou por julgamentos. Como é tocar nesse assunto no teatro?

É algo sobre o qual já venho falando há um tempo: a liberdade de ser. Chamamos a atenção para causas que sempre ficaram marginalizadas. É importante ser antirracista, brigar contra o machismo e ser aliado contra a homofobia e a LGBTfobia.

Tenho incorporado esses temas no meu trabalho. A sexualidade ainda dá “pano para a manga” e todos precisam rever e entender muita coisa. Acho que a militância forçada não resulta tanto quanto a arte, que mostra o lado humano. Quando fiz Priscilla, muita gente estranhou o “galã” fazendo uma drag queen, mas, quando você vê aquele ser humano no palco, você desmonta o preconceito.

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