Home EntretenimentoSenadores dos EUA dizem que compra da Warner ameaça segurança nacional

Senadores dos EUA dizem que compra da Warner ameaça segurança nacional

por edineymartinstorres

Documento apresentado pela Paramount à FCC diz que a empresa combinada teria 49,5% de participação estrangeira. Segundo a carta, “se o pedido for aprovado, os fundos de investimento soberanos sauditas, dos Emirados Árabes Unidos e do Catar teriam influência significativa sobre vários dos mais significativos e impactantes veículos de reportagem e jornalismo investigativo nos Estados Unidos, incluindo CNN, CBS News, 60 Minutes e 28 estações de televisão locais de propriedade da Paramount em 17 dos maiores mercados de mídia do país”, afirmaram os senadores.

A Paramount pediu que a FCC autorize um teto de até 100% de capital estrangeiro em licenciadas de radiodifusão ligadas ao grupo. “A petição da Paramount pede um grau sem precedentes de controle estrangeiro da radiodifusão dos EUA”, escreveram, ao dizer que têm dúvidas sobre o interesse público do movimento.

Brendan Carr disse que a FCC abriu consulta pública sobre o tema e citou possível participação de outro órgão do governo na análise. “Meu entendimento é que há um papel para o CFIUS”, afirmou, em referência ao Comitê de Investimento Estrangeiro nos Estados Unidos, que avalia riscos de segurança nacional em aportes externos.

O que a carta cobra da FCC

Senadores pediram respostas e documentos até 5 de junho e questionaram se a revisão vai envolver a Team Telecom, grupo do governo que analisa riscos em telecomunicações. Eles também querem saber se Carr se compromete a levar o tema a voto no colegiado da FCC, e não decidir sozinho.

Parlamentares citaram uma entrevista de Carr à CNBC, em março, na qual ele avaliou que o acordo deveria avançar rapidamente. “Acho que este é um bom acordo e acho que deve passar [pela revisão da FCC] muito rapidamente”, disse Carr. Para os senadores, “esses comentários levantam questões sobre sua imparcialidade e o rigor da revisão da Comissão sobre este investimento estrangeiro sem precedentes”, escreveram.

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