A Strategy, empresa de tesouraria de Bitcoin com a maior reserva do ativo do mundo, anunciou nesta segunda-feira (9) a compra de 1.142 BTC por US$ 90 milhões (R$ 468 milhões) na semana passada, com um custo médio de US$ 78.815 por unidade da criptomoeda.
Com as novas aquisições, a empresa liderada por Michael Saylor detém agora um total de 714.644 Bitcoin, avaliados em cerca de US$ 49 bilhões, comprados a um preço médio de US$ 76.056 por unidade, totalizando um custo aproximado de US$ 54,4 bilhões, incluindo taxas e despesas.
Essa quantidade representa mais de 3,4% do suprimento total de 21 milhões de bitcoins e implica perdas não realizadas de aproximadamente US$ 5,2 bilhões, calculando a diferença entre o custo médio de aquisição de todos esses BTCs e o preço atual de mercado, após a recente queda da criptomoeda.
Na última quinta-feira, o Bitcoin registrou seu menor preço em dois anos e se aproximou do nível de US$ 60 mil.
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As aquisições mais recentes foram feitas com recursos provenientes da venda no mercado de suas ações ordinárias Classe A, MSTR. Na semana passada, a Strategy vendeu 616.715 ações da MSTR por aproximadamente US$ 89,5 milhões. Em 8 de fevereiro, ainda havia US$ 7,97 bilhões em ações da MSTR disponíveis para emissão e venda no âmbito desse programa, informou a empresa.
Na semana passada, após divulgar seus resultados do quarto trimestre de 2025, o CEO da Strategy, Phong Le, afirmou que a empresa só enfrentaria problemas reais de balanço caso o preço do Bitcoin caísse para US$ 8.000 e permanecesse nesse patamar por cinco a seis anos.
Segundo Le, apenas em um cenário extremo, equivalente a uma desvalorização de cerca de 90% em relação aos níveis atuais, a reserva de bitcoins da companhia se igualaria à sua dívida líquida. “Nesse ponto, não conseguiríamos mais quitar os títulos conversíveis usando nossa reserva em Bitcoin e precisaríamos avaliar alternativas como reestruturação, emissão de novas ações ou captação de mais dívida”, disse o executivo.
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OranjeBTC segue recomprando ações
Já a OranjeBTC, empresa brasileira de tesouraria de Bitcoin listada na B3, seguiu com sua estratégia de recompra de ações e continua sem comprar Bitcoin em 2026.
Na semana foram recompradas 20.000 ações ordinárias, totalizando 155.320.500 ações ON emitidas fora de tesouraria. Em comunicado, a empresa ainda disse que em caso de conversão das debêntures emitidas, serão emitidas 6.966.760 ações ON adicionais, totalizando 162.287.260 ações ON fora de tesouraria.
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De acordo com a empresa, as compras foram feitas com alocação direta de caixa próprio, “buscando aproveitar condições favoráveis de mercado”.
“Ao longo do período, observamos uma redução do desconto de nossas ações em relação ao valor econômico do Bitcoin mantido em tesouraria (mNAV). Ainda que esse desconto tenha se mostrado menos elevado do que em semanas anteriores, a Administração não identifica fundamentos estruturais que justifiquem sua existência, mantendo, portanto, uma atuação seletiva e disciplinada na recompra de ações”, diz o comunicado.
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