O token UNI, da Uniswap, disparou 15%, superando com folga os ganhos do Bitcoin, que subiu cerca de 4%, e do Ethereum, com alta próxima de 7%. O movimento ocorre em meio a uma votação de governança que pode ampliar significativamente a captura de receitas do protocolo em múltiplas redes de segunda camada.
Há duas semanas, analistas destacaram ao Portal do Bitcoin que a Uniswap estava posicionada para ser uma das criptomoedas que poderia subir mais que o Bitcoin em um cenário de recuperação do mercado. Por volta das 10h (horário de Brasília) desta quinta-feira (26), o UNI diminuía seus ganhos, mas ainda avançava 9% em 24 horas, cotado a US$ 4,01, sendo a segunda maior alta entre as 50 maiores criptomoedas em valor de mercado.
A proposta em discussão prevê expandir o chamado “fee switch” para mais oito blockchains e substituir o modelo atual — que exige ativação pool a pool — por um sistema baseado em faixas de taxa (tier-based) no padrão v3.
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Na prática, isso permitiria que as taxas do protocolo fossem ativadas automaticamente em todos os pools de liquidez, sem necessidade de aprovações individuais via governança.
O fee switch é o mecanismo que redireciona parte das taxas de negociação, hoje destinadas majoritariamente aos provedores de liquidez, para o tesouro do protocolo. Essa receita capturada é utilizada para recompra e queima de tokens UNI, além de fortalecer o caixa da plataforma. Com isso, cria-se um elo direto entre o volume negociado na Uniswap e o valor potencial do token.
Estimativas indicam que a mudança pode adicionar cerca de US$ 27 milhões em receita anualizada aos aproximadamente US$ 34 milhões já gerados no ritmo atual de queima de UNI. Desde a reativação gradual do fee switch no fim do ano passado, mais de US$ 5,5 milhões em tokens UNI já foram queimados, segundo dados do setor.
A proposta foi dividida em duas votações on-chain devido a limites técnicos de transação. Além de ampliar a captura de taxas, o texto introduz um novo adaptador — o v3OpenFeeAdapter — que aplica as taxas do protocolo de forma padronizada conforme o nível de taxa do pool, tornando o processo automático para novos mercados criados na versão v3.
A mudança representa uma das transformações mais relevantes na economia do token UNI desde a reintrodução do fee switch. Após anos registrando forte volume de negociações sem gerar receita significativa para detentores do token, a Uniswap começou a reter parte das taxas. No primeiro trimestre de 2026, até o momento, o protocolo registrou cerca de US$ 3,12 milhões em lucro bruto, segundo dados do DeFi Llama, uma boa melhora comparado com períodos anteriores em que o indicador ficou praticamente zerado.
Ainda assim, o impacto de longo prazo dependerá da reação do mercado. Em redes de segunda camada, onde as taxas são mais sensíveis e a concorrência entre DEXs é intensa, traders e formadores de mercado podem migrar liquidez para plataformas alternativas caso considerem a nova estrutura menos competitiva.
Se aprovada, a proposta consolidará a transição da Uniswap para um modelo multichain com geração efetiva de receita, ampliando a vinculação entre a atividade agregada do protocolo — para além do Ethereum — e a queima de tokens UNI.
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