O valor de mercado do ouro tokenizado superou a marca de US$ 6 bilhões, impulsionado por um crescimento acelerado nas últimas semanas. Dados da plataforma Dune mostram que o setor adicionou mais de US$ 2 bilhões desde o início do ano, refletindo uma combinação de maior demanda por ativos considerados porto seguro, como metais preciosos, e da expansão da infraestrutura cripto para ativos do mundo real (RWAs).
Segundo os dados on-chain, dois tokens concentram praticamente todo o mercado: Tether Gold (XAUT) e Paxos Gold (PAXG), que juntos respondem por cerca de 96,7% da capitalização total. Ao todo, mais de 1,2 milhão de onças de ouro físico já estão representadas na blockchain por meio desses ativos.
Relatórios apontam que o setor de commodities tokenizadas cresceu aproximadamente 53% em menos de seis semanas, um avanço considerado expressivo mesmo para os padrões do mercado cripto. A maior parte do novo capital se concentrou justamente nos tokens lastreados em ouro.
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Esses ativos funcionam como representações digitais de ouro físico armazenado em cofres, permitindo que investidores comprem frações de onças e negociem 24 horas por dia, com liquidação quase instantânea. Na prática, oferecem exposição ao metal precioso sem a necessidade de transporte, custódia direta ou burocracia relacionada a cofres e certificados físicos.
Para parte dos investidores, trata-se de uma alternativa de proteção contra volatilidade macroeconômica. Para outros, é uma forma mais eficiente e fracionada de acessar um mercado historicamente restrito a grandes players.
Integrações e projeções
A expansão também tem sido acompanhada por movimentos estratégicos das emissoras. A Tether, responsável pelo XAUT, adquiriu uma participação de US$ 150 milhões na plataforma Gold.com, com planos de integrar o token ao ecossistema da empresa.
A ideia é permitir que usuários utilizem stablecoins para comprar ouro físico diretamente, aproximando ainda mais o universo digital do mercado tradicional de metais preciosos. Se bem-sucedida, a iniciativa pode facilitar o acesso de investidores de varejo ao ouro físico usando infraestrutura cripto.
Analistas veem espaço para crescimento significativo. Geoffrey Kendrick, do Standard Chartered, projeta que o mercado de ativos do mundo real tokenizados, hoje estimado em cerca de US$ 35 bilhões, pode alcançar até US$ 2 trilhões até 2028. Dentro desse universo, o ouro tokenizado aparece como um dos casos de uso mais claros, por já possuir lastro físico amplamente reconhecido.
Especialistas do setor também defendem que a tokenização de commodities pode atingir valores trilionários no longo prazo, impulsionada por liquidação rápida, propriedade fracionada e novos trilhos de negociação globais.
Com o metal atingindo novos recordes de preço nos mercados globais e investidores buscando proteção em meio à volatilidade econômica, o avanço do ouro tokenizado sugere que a digitalização de ativos tradicionais pode ganhar tração justamente em momentos de incerteza.
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