Há cerca de um ano, essa coluna analisou a difícil relação entre TV aberta e influencers quando Lucas Guimarães estreou como apresentador no SBT. Vistos como salvadores da pátria que podem trazer mais público para as emissoras, atrair anunciantes e gerar mídia espontânea, os criadores de conteúdo convocados para assumir o comando de programas não conseguiram provar que têm potencial de serem bons comunicadores, nem de fazer diferença no Ibope.
Virginia Fonseca é a exceção dessa turma. Durante o período em que esteve à frente do “Sabadou”, do SBT, a jovem mostrou que tem carisma e desenvoltura e, frequentemente, conquistava o segundo lugar de audiência apesar da atração pouco criativa que ancorava. A decisão da influenciadora em não renovar o vínculo com o canal da família Abravanel pegou muita gente de surpresa. Afinal, ela detinha o título de “maior acerto” da gestão de Daniela Beyruti no SBT, tinha resultados satisfatórios com o “Sabadou” e um esquema de trabalho superflexível, que lhe permitia manter outros compromissos profissionais.
Nenhuma das regalias dadas pelo SBT conseguiu segurar Virginia Fonseca na emissora. Nem os generosos ganhos mensais. Sem salário fixo, a influenciadora tinha um esquema de sociedade com o canal em que ambos dividiam o faturamento do programa, o que, segundo fontes da coluna, rendia até 1 milhão de reais por mês a Virginia Fonseca.