Home EntretenimentoWagner Moura ou Rodrigo Santoro? O problema é decidir o melhor

Wagner Moura ou Rodrigo Santoro? O problema é decidir o melhor

por edineymartinstorres

Mas Wagner ou Rodrigo? Que impasse gostoso o de decidir entre o bom e o melhor ainda.

No cinema em “O Agente Secreto”, Wagner Moura está contrariado de ter de oferecer um cigarro a um policial antes de entrar em seu belo Fusca amarelo e seguir viagem. Momentos depois, intrigado de conhecer um felino com dois focinhos (juro). Depois, com corte de cabelo pouco instagramável, enfiando o dedo na cara de um executivo de sobrenome europeu e vociferando verdades. Depois, acordando de um pesadelo suado — eu não vou falar muito dessa parte porque posso cruzar a linha do profissionalismo aqui.

Na Netflix em “O Filho de Mil Homens”, Rodrigo Santoro refaz os verbos e “liriza” todos os diálogos com o olhos. Ele está procurando um filho com roupa de pescador. Ele está ensinando a quem se contém, que gritar alivia a dor. Ele está em um barco acolhendo um boneco de pano que sorri. Ele está mostrando, sem dizer uma palavra, que a família a gente inventa e que qualquer teoria que não esta é, em si, o atraso. Ele está sujo, despenteado e sem nenhuma riqueza, mas sua expressão facial deixa claro que não há caminho melhor que aquele.

Que sina feliz a do cidadão que precisasse escolher qual o melhor entre os dois atores. Wagner ensinando Kelly Clarkson a sambar na TV. Rodrigo lendo trechos do livro que inspirou o filme. Ambos premiados aqui e lá fora. Talentosos. Elegantes em seus discursos. Batalharam, aprenderam, triunfaram. Brasileiros como nós.

Walter Hugo Mãe, o escritor português que criou o livro que inspirou “O Filho de Mil Homens” confessou seu amor pelo Brasil na Flip de um jeito engraçado. Disse que comprou uma cerveja em uma praia e ganhou uma porção de peixe. Enquanto comia aquilo, com o rosto engordurado e a alma deliciada, ainda foi paquerado. Garantiu que somos a única nação que pensa em beijar um homem sujo de peixe. O Brasil que sabe que peixe é gostoso, mas beijar também. A gente não sabe escolher.

Wagner e Rodrigo nos holofotes do mundo são o não-problema que encerra novembro. Nesse contexto não dá para ter vergonha de nada. Nem certeza. Que sorte.

Daqui para o fim do ano, na harmonia de tanto talento made in Braziil saindo das telas grandes e pequenas, não vai ter nada errado. E se a gente quisesse mesmo caçar polêmica, só decretaria que fraldinha é muito melhor que picanha. Mas vocês não estão prontos para a essa discussão.

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Você pode discordar de mim no Instagram, mas se chegar lá eu vou estar dizendo que a versão de Cherish com Renato Russo é melhor que a com Madonna. Estejam avisados.

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